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Pra quê ficar inventando "qualidades" para Chico Xavier?

(Autor: Kardec McGuiver)

Quando uma pessoa tem que batalhar para manter ou aumentar a satisfação de seus interesses, todo empenho é válido para que que isso ocorra. O "Espiritismo" brasileiro, uma seita sem pé nem cabeça e que vive de contradições, estereótipos e suposições, defendida por gente sem interesse em estudos sérios, praticando com irresponsabilidade essa tábua Ouija em forma de igreja, sempre lança mão de qualquer tolice para defender a sua suposta "maior liderança", o malfadado médium-estrela Chico Xavier, um intruso católico que cometeu um violento vandalismo doutrinário, causando inúmeros danos.

O interesse em manter Xavier, a galinha de ovos de ouro da FEB, com inúmeros exemplares de livros vendidos e com um carisma e estereótipo capaz de enganar o mais culto dos homens, é crucial para a sobrevivência do "Espiritismo" pirata praticado no Brasil. Lideranças e adeptos suam as camisas para elaborar teses, mesmo as mais absurdas para manter o "São" Francisco Cândido Xavier no altar e continuar atraindo incautas ovelhas para a Seita de Papalvos a que se referia  verdadeiramente sábio José Herculano Pires.

Para manter o médium no altar como "Santo Sagrado", foi preciso embutir falsas qualidades ao médium, que na vida real era um cidadão comum, que seguia o catolicismo e tinha alguma paranormalidade. Xavier atraia público e transformá-lo em divindade ajudaria bastante a atrair ainda mais público para a seita, garantindo benefícios para as lideranças que a controla.

E praticamente já se embutiu de tudo para tentar promover o médium como "perfeição absoluta". Já se inventou superpoderes, atribuiu descobertas científicas, previsões, ativismo, relatos falsos de caridade, embutindo rótulos de poeta, profeta, cientista e ate ativista político. Tudo falso. Enquanto a realidade mostrava justamente o contrário.

O Xavier real não tinha superpoderes, não era caridoso, era conservador e defensor de um moralismo retrógrado (que nem mesmo católicos e neo-pentecostais querem mais saber). Era entusiasta da sadomasoquista Teologia do Sofrimento (que dizia que a felicidade deveria ser conquistada pela dor, por pior que ela seja) e puxava o saco de autoridades de índole duvidosa, além de deturpar a doutrina, participar de fraudes e se limitar a uma caridade paliativa, incapaz de transformar a sociedade para melhor. Mesmo assim era o líder perfeito para um bando de ingênuos.

Mas para quê embutir qualidades e mais qualidades ao médium que não era mais que um reles cidadão inócuo? Para aumentar  "rebanho" para a doutrina? Kardec nunca quis aumentar "rebanho", mas porque os "espíritas" querem aumentar o número de ovelhinhas obedientes ao médium tolo e retrógrado? Se todo a humanidade for "espírita" de Chico Xavier, como eles mesmos querem, estaremos todos perdidos, enclausurados num calabouço de ilusões.

Mais uma vez suplicamos: esqueçamos Chico Xavier. Ele nunca fez bem a humanidade e sua influência só tem causado estragos. Fora dessa doutrina contaminada de erros temos mestres muito mais sensatos a nos orientar e servir de bons exemplos. Chico Xavier não serve para bom exemplo de coisa nenhuma. Somente como exemplo de algo a ser evitado.

O Espiritismo virou uma bobagem nas mãos dele. A doutrina com certeza teria sido bem melhor se ele, os papalvos que fundaram a FEB e os outros papalvos que dão seguimento à farsa, não tivessem se intrometido.

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