A Erva Daninha

(Autor: Marcelo Pereira)

Era uma vez uma árvore de grandes dimensões que nasceu bastante frondosa. Era uma árvore linda e forte e era resistente a doenças de plantas. Seus frutos eram deliciosos e sua vasta copa servia de abrigo ao calor mais intenso. Suas folhas serviam para chás relaxantes e não raramente curativos, beneficiando muitos do que tomavam. As crianças adoravam brincar a seu redor e namorados viam um excelente lugar para manifestar seu mútuo afeto.

Mas num dia, o vento trouxe os pólens de uma erva parasita geneticamente modificada por causa da poluição atmosférica. Um de seus pólens entrou na árvore e fez gerar uma erva daninha. 

A grande árvore desde então começou a adoecer. Enfraqueceu e após suas folhas amarelarem, elas caiam, prejudicando a respiração da árvore. Doenças de todos os tipos que dão em plantas começaram a aparecer na árvore que aos poucos foi morrendo. Mas mesmo morta, se mantinha em pé, mas petrificada, pois havia se transformado em base para a vida da erva daninha, esta cada vez mais forte e sadia, praticamente indestrutível.

A erva parasita se tornou forte e vive ate hoje, usando a árvore petrificada como seu apoio. Suas raízes são longas e sempre estiveram tao atreladas à árvore morta que ficou praticamente impossível arrancar a erva parasita de seu lugar. 

Com a morte da árvore, os benefícios que a mesma árvore oferecia não puderam ser mais dados. O fato dela estar ainda de pé e da erva daninha se confundir como se fosse "a nova folhagem da árvore", conseguiu enganar as pessoas, que continuavam e continuam a fazer suas coisas ao redor dela, pensando que a velha e adorada planta continuava vivendo.

Porque este texto está aqui neste blog? Substitua árvore por Doutrina Espírita, benefícios por conhecimento e Erva Daninha por FEB e Chico Xavier e entenderão o motivo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Não há resgate coletivo. E isso o cotidiano nos explica com facilidade

Planeta "X", Chupão ou Nibiru: Respondendo a um leitor ramatisista

Madre Teresa de Calcutá e a caridade como mercadoria