A responsabilidade de Chico Xavier

(Autor: Profeta Gandalf)

Os que querem tirar a responsabilidade de Chico Xavier argumentam que ele não teria condições de enfrentar seus algozes. E nota-se neste argumento uma verdadeira contradição, já que os que argumentam são os mesmos que acreditam na capacidade de liderança dele.

Se ele fosse realmente um líder religioso, teria enfrentado seus algozes encarnados e desencarnados com firmeza, voz firme e força de caráter. Não o fez e ao concordar com isso, justificava que "por punição tinha que aceitar toda aquela condição" nada disso!

É dever do ser humano zelar por suas próprias condições. A submissão cega é um erro e Xavier não sabia disso. Não existe carma, os problemas existem para serem resolvidos e não para serem aceitos. Através dos problemas, que na verdade são desafios, desenvolvemos nossas qualidades, galgando mais um estágio na evolução espiritual.

E Xavier, tolo, não pode (ou não quis?) aproveitar esta valiosa oportunidade, jogando uma encarnação inteira no lixo, se ocupando mais em enganar os outros com suas convicções pessoais que eram oriundas de suas ilusões religiosas.

E somente ele, só o Chico Xavier poderia mudar isso tudo. Ele tinha as condições para reagir contra qualquer autoritarismo. Ou então, se os seus defensores estiveram certos, mais contradição, pois passaria a ideia de que Xavier era um doente mental, um incapaz. Um líder doente mental?

Se ele não era doente mental, então teria sim, condições de fugir dessa submissão. Sendo doido, ou simplesmente ingênuo, Xavier era a única pessoa do universo a possuir a obrigatória responsabilidade de sair da influência nociva de espíritos obsessores e de instituições oportunistas. Se ele era assim "tão poderoso", porque ele se recusou o maior poder que deveria ter: o de controlar a sua própria vida?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Não há resgate coletivo. E isso o cotidiano nos explica com facilidade

Planeta "X", Chupão ou Nibiru: Respondendo a um leitor ramatisista

Madre Teresa de Calcutá e a caridade como mercadoria