O conservadorismo ainda mais retrógrado de Chico Xavier


(Autor: Kardec McGuiver)

Falamos recentemente sobre o suposto progressismo de Chico Xavier, que só existe nas mentes de seus admiradores. A associação com misticismo, ideologias futuristas, ufologia e outras baboseiras metidas a "modernas" reforça o mito de suposta progressividade, embora de fato o médium esteja entre as pessoas mais retrógradas que esteve na fase da Terra.

Chico Xavier foi o vândalo que destruiu o Espiritismo, colocando uma igreja alucinada, cheia de contradições e absurdos em seu lugar. Por causa de Xavier, beto católico de um jeito que nem os católicos querem ser mais, o medievalismo retomou a sua força e trouxe de volta a medonha Teologia do Sofrimento que transformou lideranças religiosas em sádicos, com a desculpa irracional de que o sofrimento liberta.

É impossível para alguém com o minimo de bom senso aceitar que o médium mineiro seja exemplo de progresso. Porque ao invés da cega convicção da fé irracional, não analisamos as características das obras e frases do médium para ver se ele era mesmo progressista. Nossa equipe, após análises sérias, percebemos que até nisso Chico Xavier nos enganou.

Os livros deles são de um retrocesso assustador. Seu conteúdo se limita ao moralismo mais datado, temperado com uma pieguice melosa quase diabética. Quando tenta ser racional nos livros pseudo-científicos assinados com o nome de "André Luiz", comete graves erros. Aliás, erros são o que nunca faltam nas obras de Xavier, que nunca teve nada de intelectual. Pelo contrário, pois ele criminalizava a racionalidade pois sabia que uma análise profunda sobre o que ele fazia poderia desmascará-lo.

Seus admiradores agem como beatos tão fanáticos quanto o seu próprio ídolo, devoto de santa e rezador de terços, algo inadmissível em uma lideranças que pretendia ser "espírita". Curioso que os admiradores de Chico Xavier são capazes de jogar a lógica e o bom senso na lata de lixo na intenção de proteger seu adorado ídolo que correspondia na prática o oposto do que era na teoria.

Bom lembrar que em várias obras, mesmo de forma sutil, Chico Xavier, sob o nome de vários espíritos, condenava a racionalidade e mencionava o não-pensar, a aceitação cega, a voz calada. Se acham que mentimos, pegue os livros de "Francisco Cândido Xavier" e leiam com análise. A condenação da racionalidade aparece bastante, com frequência, mesmo em linguagem sutil.

Você, meu amigo, estando em um poço bem fundo, ficaria calado esperando alguma ajuda? Certamente que não. Mas para Chico Xavier o "bondoooso", você tem que ficar calado e aguardar a ajuda ornado silenciosamente. Talvez após a morte, que chegará sem o devido socorro, você se encontre feliz dentro de um shopping center futurista cheio de pessoas lindas vestidas de branco, como na obra mais famosa assinada pelo beato católico, o surreal Nosso Lar.

Chico Xavier foi totalmente retrógrado e não era tao bondoso como fazem crer seus fanáticos admiradores. Não é inútil insistir em usar o depoimento de Xavier no programa Pinga Fogo de 1971, onde o "bondoso pai dos pobres" dá lugar a um velho ranzinza defensor da ditadura, justamente quando os mais conservadores nem a defendiam mais, aproveitando para condenar os movimentos sociais. Condenar movimentos sociais? Logo ele que se tornou simbolo brasileiro da caridade para os mais ingênuos?

Não estamos aqui para difamar nem caluniar. Afinal, seus admiradores já fazem isso (a calúnia "do bem" que inventa coisas positivas sobre o médium), praticamente canonizando-o informalmente. Onde há erros eles devem ser alertados e melhor que caia uma pessoa do que uma multidão de inocentes. 

Chico Xavier já fez estragos demais com seus erros e mentiras. A mentalidade nada intelectualizada de seus defensores comprova isso. Melhor ele ter sido descartado e jogado definitivamente para a vala do esquecimento. para o bem da humanidade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Não há resgate coletivo. E isso o cotidiano nos explica com facilidade

Planeta "X", Chupão ou Nibiru: Respondendo a um leitor ramatisista

Madre Teresa de Calcutá e a caridade como mercadoria