Caridade de Chico Xavier é mito tão real quanto cobra falante da Bíblia

(Autor: Kardec McGuiver)

Chico Xavier sempre enganou as pessoas, graças ao fato de se enquadrar perfeitamente no estereótipo de bondade que atende as expectativas dos fiéis religiosos. Ele nunca passou de um mito criado para fortalecer o "Espiritismo" brasileiro, na verdade uma deturpação tosca e alucinada que nada tem a ver com a doutrina criada por Allan Kardec, cujas únicas semelhanças são a denominação e as bajulações ao mestre de Lyon. O resto, no caso da deturpação tupiniquim, é puro pseudo-cristianismo medieval.

Uma de suas mentiras foi associar a sua imagem ao de um caridoso perfeito e constante. Para quem acredita no beato de Pedro Leopoldo, ele foi o homem mais bondoso que esteve na Terra e fez caridade como ninguém. Até aí, tudo bem. Mas, cadê a tão falada caridade? Chico Xavier ajudou a quem?

Antes que os fanáticos admiradores de Chico Xavier venham me desejar o "desencarne" (interessante como os cristãos andam tão sádicos ultimamente), esclareço que a crítica é sensata, pois falam muito da caridade praticada, mas sem comprovar os resultados. É puro dogma religioso: "não temos as provas, mas temos a convicção". A turminha da Lava Jato sabe muito bem o que é isto.

Como é que Chico Xavier pode ser o maior filantropo do mundo se o resultado de sua caridade praticamente não existe? Sabe-se que ele doou os direitos autorais de seus livros não aos pobres, mas a FEB, que o tutelava (Xavier era católico e estava na doutrina como um exílio). E que a FEB nunca comprovou o que fez com o dinheiro das vendas dos livros assinados pelo beato, supostamente ditados por espíritos.

Se fosse verdade o que os amalucados admiradores do beato de Pedro Leopoldo, o Brasil teriam mudado radicalmente. Pessoas teriam saído da linha da pobreza. Favelas teriam se transformados em bairros com infra-estrutura. A educação de Uberaba seria a primeira do mundo. O IDH, a qualidade de vida e o nível moral e intelectual dos supostamente auxiliados teria uma evolução monstruosa. Sob a tutela de Xavier, Uberaba teria sido o lugar mais desenvolvido do mundo.

Mas a gente corre atrás das provas e o que vê? O mesmo assistencialismo paliativo já praticado por ONGs e instituições de caridade, e nada além disso. As injustiças continuam e o Brasil, graças ao golpe, demonstrou estar num retrocesso assustador, que não se limita ao cancelamento de direitos e venda de nossas maiores riquezas. 

O pior retrocesso está nas mentes das maior parte dos brasileiros que resgataram os piores valores da Velha República brasileira. O ditador Floriano Peixoto ficaria de cabelos em pé se conhecesse o conservadorismo dos brasileiros do século XXI. Exatamente a mesma época que o beato de Pedro Leopoldo dizia que seria uma época de transformações para melhor.

No máximo, o que podemos dizer de Chico Xavier, com base em fatos e não em dogmatismo religioso, é que ele tinha um certo nível de bondade, era gentil e simpático e ajudava em alguma coisinha ou outra. 

Mas do contrário que dizem, sua contribuição para a transformação da humanidade foi nula, o que significa que o título de "homem mais caridoso do mundo" merece ser tirado de suas mãos. Seu mito de caridade é mais uma das mentiras espalhadas por Xavier e seus seguidores para que aumente a quantidade de ovelhinhas alienadas para engordar os cofres do "Espiritismo" brasileiro com o dinheiro que certamente não foi para a caridade. Se tivesse ido, a coisa seria muito diferente.

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