Chico Xavier, vândalo do Espiritismo


(Autor: Kardec McGuiver)

Só agora, nos últimos 10 anos que o verdadeiro Espiritismo tem sido descoberto pelos brasileiros, através de debates e vídeos nas redes sociais. Até então, o que os brasileiros conheciam como "Doutrina Espírita" era esta forma de Catolicismo reencarnacionista e estranha que serve de base ao que é falado em centros e em palestras que usam a doutrina como chamariz.

Quando chegou ao Brasil, na época do segundo império, a doutrina já veio devidamente corrompida. Os fundadores da FEB, federação que finge representar o Espiritismo no Brasil, já eram dissidentes católicos. 

Dissidentes, ma non troppo, pois nunca abandonaram suas verdadeiras convicções religiosas preferindo criar uma doutrina Frankestein com enxertos de outras crenças, mas com predominância católica, já que esta nunca deixou de ser a verdadeira crença dos fundadores da federação. Mas deram a este Frankestein o mesmo nome da doutrina francesa codificada por Allan Kardec, causando uma confusão sem precedentes.

Mas aí veio um cidadão simples, que não queria nada com coisa nenhuma, que só porque falava com um morto ali, outro aqui, foi literalmente sugado pela tal federação, que logo tratou de o transformar em divindade viva, algo que em si já vai contra o que recomenda o verdadeiro Espiritismo. E aí o estrago foi ainda maior do que o da fundação.

Podemos considerar Chico Xavier o vândalo do Espiritismo, pois foi o grade responsável, senão pela deturpação (antes dele a doutrina já estava deturpada), mas pelo crescimento e difusão desta deturpação. 

Seus livros são literatura ruim disfarçada de manual doutrinário. Contém um festival de tolices ilusórias facilmente aceitas por quem não está muito disposto a raciocinar corretamente, embora acredite que o que Xavier escrevia com suposta ajuda espirital fosse "ciência pura".

A necessidade de transformar Xavier em divindade para angariar mais fiéis a esta seita Frankestein fez com que os diretores da FEB lançassem mão de inventar qualidades a Xavier, muitas delas sobre-humanas, colocando nas mentes dos mais ingênuos a ideia de que Xavier era o seu humano mais perfeito da atualidade. E não era. Pelo contrário.

Xavier errou mais do que acertou. Fingiu ser espírita quando na verdade nunca deixou de ser católico (o que é altamente nocivo, por favorecer a contradição de muitos pontos), se limitou a caridade paliativa, praticou fraudes, praticou mediunidade irresponsável, obsediou espíritos e o que é pior, distorceu toda a base de uma doutrina que deveria impulsionar o progresso humano, reduzindo o Espiritismo a uma igreja cheia de bobagens teóricas.

Por isso não é ofensa nenhuma chamar Chico Xavier de vândalo do Espiritismo.  O resultado do estrago está aí, uma sociedade passiva e crédula incapaz de resolver os problemas que crescem sem parar em nosso cotidiano, preferindo em vez disso ficar de joelhos fazendo orações ao vento.

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PS: Para quem se sentiu ofendido com a foto que ilustra esta postagem, ela é uma metáfora sobre o estrago que Xavier fez com a doutrina e o fato dele nunca ter deixado de ser católico, seguindo de fato uma religião com inúmeros pontos divergentes com a Doutrina Espírita que fingia seguir.

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