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Provas inquestionáveis de que Chico Xavier nunca foi reencarnação de Allan Kardec

(Autor: Marc Pereira)

Um dogma absurdo e totalmente em desacordo com a lógica e o bom senso vem sido difundido no meio espírita apenas para satisfazer os espíritas ufanistas (se esqueceram que patriotismo é sentimento material? Não somos brasileiros, ESTAMOS brasileiros!), crentes de que pertencemos a um "povo escolhido" (Deus escolhe povo? Paciência!): de que Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec. 

Já havíamos falado em outras postagens sobre esse boato, que é uma das maiores bobagens ditas no movimento espírita brasileiro (até mesmo um livro foi escrito sobre o assunto, na tentativa de difundir a farsa!) e que só pode ser defendida por quem nunca leu com a devida atenção alguém obra de Kardec, preferindo usar o nome do mestre lionês como um "carimbo" para legitimar as asneiras difundidas há décadas no meio.

Vários fatores demonstram que isso é logicamente impossível. Como ainda insistem nesta tese absurda (com direito a argumentos infantis e violentamente toscos usados como provas falsas de veracidade do tal boato) e até ofensiva (a mentira agradável, na verdade, ofende mais que uma verdade crítica), após muita pesquisa, coloco aqui uma lista de vários fatores que provam de uma vez por todas que Chico Xavier nunca pode ter sido Allan Kardec. Nem há possibilidade de imaginar isto. Vamos a lista.

Diferença de Personalidades: Não precisa ser vidente para perceber claramente que a personalidade de Xavier é muitíssimo diferente (e até oposta) da descrita sobre Kardec em suas biografias. Apesar de encarnado em corpo diferente, qualquer espírito mantem traços de sua personalidade, já que a personalidade é o nosso patrimônio eterno. Um estudioso decidido, questionador, sério e laico (cético às vezes) não iria reencarnar com uma personalidade ingênua, efeminada, meio molenga, que aplaudia a tudo e a todos, certos e errados, que doou inocentemente todos os direitos de seus livros a uma editora interesseira e que agia como um escravo diante de seu maior obsessor o "Emmanuel" da Nóbrega, que o usou para impedir que o avanço do Espiritismo pudesse sufocar o Catolicismo que, por razões óbvias, o obsessor defendia e que era na verdade a legítima crença do médium que nunca estudou o Espiritismo.

Retrocesso na evolução espiritual: Para que Chico fosse Kardec, Kardec teria que estar errado, pois pelas características mostradas por Xavier, o espírito teria que ter sofrido um retrocesso no seu aprendizado, eliminando as qualidades que possuía na encarnação anterior e negando tudo que havia escrito antes, trocando uma séria pesquisa cientifica por uma credulidade típica do dogmatismo religioso, onde lendas são transformadas em fatos, sem qualquer forma de confirmação. Segundo o que a obra da codificação, em vários livros, diz, é que não existe retrocesso intelectual para o espírito. O que acontece é que algumas faculdades podem vir latentes por limitações da matéria, o que não era caso do médium, evidentemente atrasado em sua evolução espiritual.

Kardec era um intelectual falido? : No programa de entrevistas Pinga Fogo, de 1971, quando deu a famosa entrevista, Xavier faliu que era uma reencarnação de um intelectual falido, que usou a inteligência para fins mal intencionados, acabando por se dar mal por isso. Kardec era um intelectual falido? Como assim? Confirmadamente, Kardec era um dos intelectuais mais bem sucedidos do mundo, estudioso consagrado, versátil, poliglota, persistente e ainda por cima, altruísta, sempre trabalhando em prol do bem estar alheio, já que a educação era sempre o seu principal objetivo. Em seu cansativo trabalho, nunca demostrou fracasso ou falência, deixando para o mundo um trabalho impar, feito com a ajuda de vários espíritos e encarnados, que colaboraram para deixar uma autêntica obra concisa e totalmente realista. Com certeza, o intelectual falido de que Xavier se referiu, não é Kardec, acabando com a alegria dos ufanistas brasileiros.

Kardec pode ter se manifestado com Xavier vivo: Não sei se esse fato pode ser confirmado (a FEB criou um monte de “Kardecs” fictícios na tentativa de legitimar o roustainguismo que sempre defendeu), já que Raul Teixeira integra o ramo mais místico da doutrina, mas coloco aqui a título de curiosidade, já que para ele, foi uma prova de que Xavier não era Kardec. Segundo Teixeira, Kardec havia se comunicado em um centro (local e tempo não informado), quando Xavier ainda estava vivo e atuante, fato impossível de acontecer se Xavier fosse Kardec. Eu não acredito nessa hipótese (pode ter sido um espírito enganador disfarçado ou a própria FEB forjando comunicação com o além), mas coloco aqui para reforçar a falsidade do mito.

Religiosidade Incompatível: A religiosidade evidente de Chico Xavier, que nunca deixou de ser católico, considerado como “espírita” erradamente só por causa da mediunidade, é totalmente incompatível com a mentalidade de Allan Kardec. Isso representa de fato um retrocesso, passando da fé raciocinada para a fé cega, que era nítida no médium mineiro que era católico praticante e não sabia nada de Espiritismo. Se o Catolicismo aceitasse a reencarnação e a mediunidade, com certeza, Xavier nunca teria se tornado um intruso “espírita”, permanecendo estabilizado em sua verdadeira crença. A doutrina de Kardec é muito alheia ao que Xavier acreditava com devoção.

Chico Xavier pode ter sido o Padre Anchieta:Esta sim uma hipótese que faz sentido ao médium mineiro. Todo o seu catolicismo evidente em toda a sua vida seria muito bem explicado desta forma, além da perseguição sofrida pelo médium por causa de “Emmanuel” da Nóbrega, seu obsessor, jesuíta como Anchieta. A afinidade entre Anchieta e Nóbrega por si só já justificaria a volta da parceria, com a finalidade de fazer com os espíritas o mesmo que foi feito com a cultura indígena, se infiltrando nela para depois diluí-la de vez, inserindo os traços da igreja católica, na clara intenção de manter esta fortalecida. Kardec nunca iria tomar uma atitude tipicamente jesuíta, se havia uma total e extrema divergência entre as ideias da codificação e o que defendia os jesuítas.

O que Kardec tinha que aprender sobre conduta? Se Chico fosse Kardec, uma sucessão de absurdos teria que ser explicada, pois a incoerência disto é muito certa. Xavier era um homem de postura fraca, submissa, que aceitava tudo sem verificar e virou marionete tanto da FEB como dos espíritos obsessores que o “tutelavam”, como “Emmanuel” da Nóbrega e o suposto “André Luíz”, aquele do “Nosso Lar” e do “desenvolvimento espiritual” a jato. Será que Kardec seria um homem submisso que era obrigado a receber as orientações de espíritos inferiores (travestidos de superiores), que defendiam ideias absurdas e eram responsáveis por um verdadeiro vandalismo na versão brasileira da doutrina?

Kardec tinha mais o que fazer do que ficar recebendo livros de espíritos: Kardec não era médium. Teve que consultar inúmeros para que seu trabalho fosse feito. E não tratava médium como “guru” e sim como meras cobaias, pessoas que facilitavam o lado prático de suas pesquisas. O modo de como Xavier trabalhava já serve como uma boa prova de que ele não era Kardec, já que traços do trabalho kardeciano apareceriam no trabalho do médium mineiro se este tivesse sido o codificador.

Kardec negou ele mesmo?: Quem ler atentamente os livros psicografados por Chico Xavier e confrontá-los com o que Kardec escreveu, notaria uma violenta contradição de ideias em incontáveis pontos. Se Chico tivesse realmente sido Kardec, acabaria trocando tudo aquilo que supostamente escreveu após dedicadas e detalhadas pesquisas por uma credulidade fantasiosa que estava em total acordo com a sociedade conservadora na época em que os livros foram psicografados. Há inclusive erros grosseiros sobre fatos históricos nas obras psicografadas por Xavier. Será que Kardec um estudioso completo, desconheceria fatos históricos, fantasiando a respeito destes? Não há como Chico ter sido Kardec!

Conclusão definitiva: Chico Xavier NUNCA FOI Allan Kardec. Nem tentem discordar! Questão absolutamente fechada e totalmente dispensada de qualquer tentativa de contestação. Nenhum traço do codificador, sequer a comunicação deste apareceram em algum trabalho realizado por Chico Xavier que, além de não ter sido Kardec, sequer tinha afinidades como o codificador, tendo como único laço de união o nome "Espiritismo". E apenas o nome, pois nada que tivesse vindo das pesquisas da codificação estava presente no trabalho do médium CATÓLICO Chico Xavier.

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