O paradeiro recente do Padre Quevedo

(Autor: Professor Caviar)

Muitos já ouviram falar do Padre Oscar Gonzalez-Quevedo, espanhol radicado no Brasil e especializado em paranormalidade.

Estudando os fenômenos sobrenaturais, Quevedo no entanto demonstrava ceticismo diante de tantos pretensos fenômenos. Não é preciso dizer que o Padre Quevedo teve uma polêmica dura com Francisco Cândido Xavier.

O episódio foi um desses em que o "espiritismo" brasileiro explora para tentar minimizar sua associação com a Igreja Católica. Quevedo não confiava na suposta mediunidade de Chico Xavier e o chamava de "farsante", questionando até mesmo a "psicografia" atribuída a Emmanuel, que se dizia ter sido o senador romano Publius Lentulus, fato inexistente em registros históricos, Ele perguntava se era possível ter havido um senador romano que não escrevia em latim, idioma no qual Quevedo dominava, além de falar o idioma natal, o espanhol e português, grego e hebraico.

Quevedo era visto como "louco" por isso, já que Chico Xavier havia virado, a essas alturas dos anos 1950, um festejado ídolo religioso, por conta das manobras sensacionalistas do então presidente da FEB, Antônio Wantuil de Freitas.

É verdade que Quevedo via com muitas dúvidas o mundo além-túmulo, mas ele tem razões no questionamento, já que sabemos que existem imensas e gravíssimas irregularidades na obra de Chico Xavier, em que o mundo espiritual é concebido em nome de caprichos materialistas, como se vê em Nosso Lar. Quevedo também acompanhou o caso Amauri Xavier, o sobrinho do "médium" mineiro, jovem que morreu misteriosamente aos 27 anos. Amauri prometia denunciar as atividades "mediúnicas" do tio e os bastidores do "movimento espírita" em Minas Gerais.

Quevedo chegou a ficar em silêncio, não podendo fazer declarações nem depoimentos ou palestras, na época de publicação do livro Antes que os Demônios Voltem, lançado em 1989, Só depois, em 1997, foi convidado a ir ao Vaticano explicar sobre seus trabalhos no âmbito da parapsicologia, e a Igreja Católica liberou a publicação do livro e as atividades expositivas de Quevedo.

Ultimamente doente, Quevedo - cujo sotaque era ridicularizado, principalmente quando falava a expressão "isso não ecziste", rendendo várias paródias e charges - tem 86 anos, atualmente vive em uma casa de repouso para padres idosos em Belo Horizonte, mantida pela Irmandade Companhia de Jesus, à qual pertence Quevedo. Ele está muito cansado para fazer aparições, mas ultimamente escreve artigos publicados em vários periódicos. Quevedo não tem permissão médica sequer para sair de casa.

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