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Parábola da Vaquinha explica necessidade de romper com Chico Xavier


(Autor: Senhor dos Anéis)

Pode parecer cruel, mas a Parábola da Vaquinha, um dos mais populares contos sobre a acomodação humana, revela uma necessidade de rompermos com certas zonas de conforto para obtermos coisas melhores para nossa vida.

Ela é uma grande lição para os "espíritas", que a cada tempo retrocedem num preguiçoso misticismo e numa acomodação religiosa que os faz piores do que católicos e evangélicos, reduzindo a doutrina de Allan Kardec num sub-Catolicismo frouxo e conformista.

E há uma analogia que fazemos da Vaquinha com Francisco Cândido Xavier. Com seu histórico de práticas infelizes que fariam Allan Kardec passar a mão no rosto de tanta aflição, Chico Xavier nunca foi mais do que um católico paranormal que foi empurrado para o Espiritismo sem entender, mesmo de forma superficial, a doutrina kardeciana.

Muito do que ele escreveu, fez e disse, mesmo quando aparentemente se volta à "caridade", foi extremamente nocivo à doutrina de Kardec e corrompeu gravemente seus ensinamentos, em prol de uma doutrina brasileira confusa, ultraconservadora e dotada das mais terríveis contradições.

Daí reproduzirmos um conto, a Parábola da Vaquinha, em que o ato "deplorável" de jogar uma vaca no precipício pode significar melhoria de vida. Isso não deve ser confundido com a apologia do sofrimento de Chico Xavier, porque este condenava a mobilização, por acreditar que "criava dissabores".

Pelo contrário, o conto sugere que, em vez de cedermos em tudo de necessário por causa da zona de conforto do sofrimento resignado, tenhamos, sim, que ceder alguma coisa para que libere nosso caminho para novas soluções. Em vez de "sofrer sem queixumes", aproveitamos as dificuldades para criar os meios para superá-las, sem esperar as "recompensas do alto" que Xavier tanto defendeu.

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PARÁBOLA DA VAQUINHA

Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. 
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo. 

- O senhor vê aquela vaca ? - disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos. 

O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo:

- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo. 
o discípulo não acreditou. 

- Não posso fazer isso, mestre ! Como pode ser tão ingrato ? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem ! 

O sábio, como convém aos mestres chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:

- Vá lá e empurre a vaquinha. 

Indignado, porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo. 
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. 

Queria ajudar a família, pedir desculpas, ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, onde a vida se realizava em prosperidade.

No local, jovens felizes usufruíam o conforto conquistado pelo trabalho. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, os antigos moradores foram obrigados a vender o terreno e ir embora. "Devem estar mendigando na rua", pensou o discípulo.

Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá.

- Claro que sei. Você está olhando para ela. - disse o caseiro.

Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as antigas crianças se tornaram jovens saudáveis. 

Espantado, dirigiu-se ao homem e disse: 

- Mas o que aconteceu ? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo ?

O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:

- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.

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Parem um pouco e leiam para depois falar. É por isso que sempre digo: NÃO PODEMOS FALAR MAL DE ALGUMA COISA QUE NAO CONHECEMOS COMPLETAMENTE, APENAS SE APOIANDO EM SUPOSTOS COMENTARIOS OU SUPOSIÇÕES."


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