A caridade do "Espiritismo" é isca para fisgar fiel

(Autor: Kardec McGuiver)

O "Espiritismo" brasileiro nunca é criticado. Sequer desperta desconfiança. Isso graças a um trabalho muito bem feito de publicidade que inventa acertos e esconde muito bem seus erros. O "Espiritismo" brasileiro erra tanto quanto os neo-pentecostais mas tem a vantagem de saber colocar suas falhas bem embaixo do tapete, para que ninguém veja.

Entre esses erros está a tão falada caridade praticada por suas lideranças. Uma caridade estereotipada, paliativa e que é completamente insignificante para a transformação social de toda a coletividade brasileira. Não há qualquer sinal que prove que o "Espiritismo" brasileiro tenha sido influente na transformação moral, intelectual e de qualidade de vida da população que o segue. E pasme, nem pode haver. Se houver, o "Espiritismo" brasileiro enfraquece e some. Como assim?

Na verdade, a caridade, tão usada como escudo pelos defensores da deturpação doutrinária praticada no Brasil, é na verdade uma isca para que o número de pessoas seguidoras desse "Espiritismo" pirata aumente cada vez mais, rendendo muito dinheiro para as lideranças. Dinheiro que NÃO vai para a caridade. Se fosse, as lideranças estariam fritas. 

Imagine que as pessoas precisem de ajuda e vão a um centro se tratar ou tentar contato com um falecido conhecido. Legal que elas, após alguma ajuda possam continuar frequentando os centros, não acham? Joia! Recomendações para assistir doutrinárias, ler livros (Oba! D-I-N-H-E-I-R-O!) e a aceitação de falsos dogmas do tipo "no futuro todo mundo vai ser 'espírita'" ou "entra no 'Espiritismo' ou por amor ou pela dor". Pronto, a isca finalmente foi mordida e o "espírita" em potencial finalmente espetado pelo anzol.

Mas se a caridade for mais eficiente e eliminar de vez os problemas da pessoa auxiliada? Obviamente, não precisando mais de ajuda, ele vai acabar largando os centros o que é muito mal para as lideranças, vendo o "rebanho"encolher e consequentemente os lucros e o poder das lideranças que fingem falar em nome da doutrina que eles demonstram desconhecer.

E por isso mesmo que os "Espíritas" usam a caridade para se promover e não para resolver os problemas. É preciso criar um vinculo entre exploradores e ajudados para que estes possam se tornar dependentes, sempre voltando aos centros para reciclar a ajuda a receber, já que a a caridade praticada não é (e nem pode ser) eficiente.

Este é infelizmente um lado ruim do "Espiritismo" cristão praticado no Brasil, um de seus muitos erros de uma deturpação que usa o nome da doutrina espírita para enganar os outros e que acabou se tornando uma igreja a mais entre tantas e alimentar as ilusões de seus seguidores.

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