Chico Xavier poderia ter usado seu prestígio para mudar o país

(Autor: Kardec McGuiver)

Curioso. O homem mais bondoso do universo (se ele encerrou sua reencarnações, como dizem, é porque ele era o maior em todo o universo) na conseguiu livrar o país de todos os seus problemas, se imitando a uma caridade frouxa e paliativa e a erros como ficar obsediando filhos mortos de mães desequilibradas em uma atitude que lembra muito as tábuas Ouija.

Não há provas concretas de que Chico Xavier tenha feito benefícios que justificassem o mito da bondade máxima. Para nós, Xavier só é tido como tal por causa de corresponder a um estereótipo de bondade, que junto a fato de ter sido líder religioso reforça este mito.

Mas bem que Xavier poderia ter usado  seu prestígio e carisma para criar um ativismo social que pudesse resultar em beneficio real e eficiente que não fosse paliativo e consolador e sim eliminador definitivo de todos os problemas sociais.

Não dá para classificar com "bondade máxima" algo que só serve como paliativo. O verdadeiro bondoso não consola, vai atrás do problema e acaba com ele. Contesta, analisa, e cria soluções. Faz planos. Vai à autoridades reivindicar direitos. Denuncia erros e incompetência quando necessário. Tem personalidade firma, decisão e não acredita em qualquer pessoa e no que elas dizem. O verdadeiro bondoso age de forma decidida, só cessando quando o problema acabar. E o problema não acabou.

Fontes seguras garantem que Chico Xavier estava bem longe do perfil do verdadeiro benfeitor. De personalidade hesitante, crédulo, acomodado com erros alheios, Xavier nada fez para melhorar de fato a sociedade. O seu mito de bondade máxima é falso e na melhor das hipóteses era um cidadão gentil e simpático que aparentemente não fez mal algum. O que já é ruim para a doutrina que ele pensava defender, já que não fazer o bem já e um mal.

Xavier perdeu a oportunidade única de usar o seu prestígio para transformar as coisas ao seu redor. Sua atitude passiva lhe tira o direito de ter toda essa titulação pomposa de "benfeitor máximo" que todos vivem equivocadamente a lhe dar.

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