Não! Eu não quero difamar Chico Xavier! Só quero que o esqueçam!


(Autor: Profeta Gandalf)

Muita discussão sempre surge sempre que o nome de Chico Xavier é mencionado. E não é somente nos fóruns e blogues espiritólicos (pseudo-espíritas). Os espíritas de fato, onde há o esforço de se tentar acabar com alguns dogmas falsos inventados pelo Espiritolicismo (forma deturpada do Espiritismo), também aparecem apaixonadas defesas ao famosos médium mineiro, erroneamente tido como maior símbolo daquilo que as pessoas entendem como o "Espiritismo" brasileiro.

Muita gente, mesmo reconhecendo que ele falhou doutrinariamente continua atribuindo ao médium falecido em 2002 a condição de "exemplo máximo de bondade", título puramente subjetivo, já que até agora não apareceu nenhum fato que comprove a bondade supostamente máxima de Xavier.

Os defensores de Xavier acusam seus críticos de tentarem macular a imagem daquele que para eles representa a "bondade personificada". Mas não é isso. Não queremos dizer que Xavier era mau ou algo parecido. Se ele fosse de fato mau, até para comprovar isso deveria haver um fato, o que neste caso também não há. Ou seja, Xavier, o médium é tão bom quanto eu e você. Bonzinho apenas, capaz apenas de pequenas boas ações. Mas muito longe, longe mesmo do mito que querem atribuir a ele.

Na verdade, a bondade de Xavier é muito insignificante para ele poder se tornar este mito que muitos desejam defender. Mesmo quando pensam em defender o cidadão Chico Xavier, continuam a defender o mito, já que defini-lo como "exemplo máximo de bondade" é um baita exagero se observarmos os resultados de sua caridade perante aqueles que se relacionavam diretamente ou não com o médium, e o contexto social do Brasil que o idolatra. Resultados bastante pífios que não conseguiram transformar a sociedade como um todo.

Pela mitologia construída em torno do médium, os resultados deveriam ser visíveis. Não vemos o fim das desigualdades, os problemas continuam, os pobres continuam pobres e muitas das mensagens recebidas pelo médium direcionadas a mães de filhos falecidos, na verdade eram ditadas por espíritos estranhos (muitos obsessores das famílias dos falecidos) que queriam brincar com o desespero dessas mães, que cometem o erro de não se conformar com a perda dos filhos amados, num sinal de contraditória ausência de fé no destino.

Resumindo: não há um fato que possa comprovar a "bondade máxima" de Xavier. E somado a isso, temos que lembrar que ele não tinha uma personalidade firme e decidida, o que leva a crer que a sua bondade não era por convicção e sim por ingenuidade. Xavier era bonzinho como uma criança, algo completamente inadequado a alguém que é tido por muitos como "líder máximo" do "Espiritismo" no Brasil. E esse tipo de bondade se auto-anula, pois, do contrário do que muita gente, sobretudo seus defensores acreditam, ele não militava pelo bem estar coletivo.

Para deixar claro, não temos nada contra Xavier. O que achamos que ele não tem relevância nenhuma, nem para o Espiritismo, nem para ser exemplo de caridade. Muitas pessoas, principalmente subestimados intelectuais, fizeram e fazem muito mais pela humanidade do que fez Xavier e ninguém os chama de "exemplos de bondade". Xavier merecia na verdade ser esquecido, como qualquer cidadão que vem e que vai.

Está mais do que na cara que este dogma da "bondade máxima" de Chico Xavier é mais uma lenda construída para que seus livros vendam muito e que a FEB se enriqueça de várias formas às custas de um sujeito que não era nada e transformou-se sem motivo à condição de semi-deus, condição
ainda bastante defendida nos dias de hoje.

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