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Espiritismo não tem padre

(Autor: Profeta Gandalf)

Uma coisa estranha que acontece no considerado Movimento Espírita brasileiro é a presença intensa de espíritos de padres, freis, freiras, irmãs, entre outras similaridades. Vários médiuns se dizem tutelados por entidades que se assumem com os títulos católicos. Há muitos centros com nome de Frei Isso, Irmão Aquilo, etc.. O que explica o sincretismo católico que predomina na versão brasileira da doutrina.

Um espírito já havia alertado em 1948 que chegaria uma imensa falange de espíritos católicos, a maioria de orientação jesuíta, que iria invadir a doutrina, se fingindo de simpatizante, mas com reais intenções de impedir o avanço do Espiritismo e de seus seguidores, inserindo um monte de conceitos católicos em sua teoria e mais ainda na prática. 

Kardec havia feito um alerta similar, pois conhecendo o exemplo de Jesus, que teve a sua ideologia apossada e deturpada pelas religiões (Jesus nada tinha a ver com religião, por incrível que pareça e morreu por motivos políticos), o mestre de Lion também sabia que não iria ser compreendido, prevendo que espíritos inferiores fossem falar no futuro (de Kardec) em nome da doutrina, mas com intenções reais de destruí-la.

Seguindo a lei de atração, os espíritos católicos, de evidente inferioridade, encontraram no Brasil o cenário perfeito para a sua influência, com um "Espiritismo" frouxo, sincrético e de seguidores ainda carregados de defeitos do Catolicismo, principalmente a recusa em analisar, o que resulta na fé cega.

Antes de tudo, quero esclarecer que não devemos confundir a situação com o caso de Santo Agostinho e de outros espíritos que atuaram no Catolicismo e se converteram à Doutrina Espírita. Cada caso é um caso e vendo a atuação de Santo Agostinho como intelectual, considerado por muitos como "um facho de luz na Idade das Trevas", se percebe a coerência de sua conversão. Conversão que não ocorreu com a maioria esmagadora dos padres e freiras que invadiram o Espiritismo brasileiro.

Os espíritos de padres e madres que invadiram o Espiritismo, pelo contrário, além de nada ter feito de importante para a evolução intelectual da sociedade, claramente se mostram não-convertidos, ainda defendendo suas crenças pessoais e impondo-as como objeto de sincretismo no Espiritismo brasileiro, infelizmente para a a tranquilidade daqueles que vieram da Igreja Católica e resolveram virar "espíritas" somente para satisfazer seus interesses particulares.

Os espíritas mais prestigiados como Bezerra de Menezes e Chico Xavier, nunca negaram o Catolicismo e não viam mal algum em inserir na doutrina um sincretismo católico. Acontece que isso, além de estar em total desacordo com o Espiritismo original, serviu de porta aberta para essa imensa falange de jesuítas, que se apossaram da doutrina num gravíssimo caso de obsessão coletiva que travou a evolução espiritual dos seus seguidores, prendendo-os no mesmo estágio em que se encontra o catolicismo. 

Se o Espiritismo brasileiro esquecesse o seu rótulo e assumisse de vez que se trata de um Catolicismo reencarnacionista, menos mal, pois além de evitar a mentira, tomando para si um nome que na verdade significa outra coisa, evitaria também a confusão, fazendo com que os seguidores escolhessem corretamente aquilo que satisfizesse a sua crença. Quem quisesse ser realmente espírita não iria aderir a esse sincretismo enrustido.

Mas isso não acontece. Há a teimosia em se definir como "espírita" um monte de coisas estranhas, iludindo os seguidores e estimulando um fanatismo cego que em muitos casos, chega a colocar Chico Xavier acima até mesmo de Jesus, quando se sabe que o grau de moralidade do médium mineiro é coerente com um espírito de média evolução e não de um santo ou  "semi-deus" como a maioria pensa.

Aliás o Catolicismo que Xavier definiu em uma entrevista como a ideologia-mãe da humanidade, já serve como um bom sintoma da influência dos espíritos de padre que invadem sem permissão a doutrina no Brasil. Emmanuel, desmascarado, era Manuel da Nóbrega, talvez o líder dos "Jesuítas do Espaço", cuja vida moral em sua encarnação jesuítica era bastante negativa e reprovável. Como um espírito tão mesquinho ia virar "espírito superior" assim de uma hora para outra, num piscar de olhos, sem reencarnar? Impossível.

Os espíritos de padres deixam clara a sua inferioridade tanto moral quanto intelectual. Além de difundirem erros, fantasias e de inserirem sincretismo na versão brasileira da doutrina, o fazem com intenções levianas, emperrando a evolução espiritual de seus seguidores, que seguem enganados, mas felizes, esperando que a mentira acreditada possa lhes dar a redenção.

E consequentemente, ao morrer, muitos seguidores desses jesuítas se decepcionarão com o que verão, pela triste atitude de acreditar naquilo que não relaciona com a realidade, adiando para outra encarnação a evolução espiritual tão útil para compreender a realidade daqui e a do outro lado.

A influência dos espíritos católicos na doutrina é um mal que vai gerar uma gigantesca dívida para esses padres que na sua inferioridade, não conseguem medir as consequências de seus graves erros.

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