Vale mentir em nome do amor?

(Autor: Professor Caviar)

O "espiritismo" revelou-se uma grande mentira. Mediunidade fingida, deturpações doutrinárias enquanto falsas juras de fidelidade a Allan Kardec são feitas. Além disso, toda a desculpa de "bondade" como se isso justificasse qualquer erro doutrinário.

É um grande equívoco dizer que "o amor pode tudo", ainda mais no sentido de permitir qualquer atentado à lógica, ao bom senso, a coerência ou mesmo à honestidade. E o "espiritismo", ao se dotar de mentiras doutrinárias, acaba defendendo a ideia leviana de que "mentira de amor não dói".

A verdade é que a "mentira de amor" dói, sim. O igrejismo "espírita", espécie de Catolicismo mais informal, tenta apelar para "mensagens de amor", "histórias de superação", "lindos casos de esperança", "apelos à fraternidade", tudo para ocular as aberrantes deturpações doutrinárias que comete.

Dissimula-se todos os conceitos que contrariam o pensamento de Allan Kardec com falsas alegações de bondade, caridade e outras coisas bonitas. Muitas obras literárias de qualidade duvidosa o "espiritismo" produziu em que os pretextos relacionados ao "amor" e à "caridade" chegam ao exagero piegas e ao sentimentalismo mais gosmento.

O próprio pastichador e plagiador, Francisco Cândido Xavier, com suas mentiras literárias e mistificações que afrontam o pensamento do pedagogo de Lyon, foi promovido a "santo" a ponto de seu nome, Chico Xavier, ter a palavra "Amor" colocada entre o prenome e o sobrenome, numa associação piegas e hipócrita do aposto "O homem chamado Amor".

Ele e Divaldo Franco cometeram deturpações doutrinárias graves. Espalharam mentiras para o grande público, consagraram visões e abordagens desprovidas de lógica e com senso, Infectaram a Doutrina Espírita com um igrejismo mais viscoso, moralista e conservador. Transformaram a doutrina de Allan Kardec num lodo de fé cega, deslumbramento místico e sentimentalista e moralismo medieval.

E a gente pergunta aos "espíritas" se vale mentir em nome do "amor" e do "pão dos pobres". Vale a pena usar a mentira, o engano e a fraude para "promover a fraternidade"? Desde que haja o "amor", vale cometer fraudes, deturpações e outros equívocos e aceita-se tudo numa boa?

Não, não vale. Até porque a mentira e o engano sempre mostram uma carga de prejuízo a alguém. Quantas famílias foram lesadas pela psicografia fingida de Chico Xavier? Quantas multidões foram iludidas pelas palestras verborrágicas de Divaldo Franco? Não adiantaram as "palavras de amor" e os "apelos à fraternidade e à paz". A mentira acaba aparecendo mostrando seu veneno mortal.

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