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Fariseus, saduceus e o Bezerro de Ouro

(Autor: Professor Caviar)

Não foi por falta de aviso que as armadilhas que conhecemos pelo "espiritismo" brasileiro se propagaram de forma descontrolada, impondo o igrejismo e a mistificação e agindo, com natural tranquilidade, de forma leviana e hipócrita.

Temos o exemplo do espírito de Erasto, em mensagem divulgada para Allan Kardec, que alertava para os inimigos internos da Doutrina Espírita, em muitos aspectos prevendo não apenas a atuação de Jean-Baptiste Roustaing, mas também prevenindo contra Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco, muitíssimo piores do que o advogado de Bordéus que lançou Os Quatro Evangelhos.

Mas até mesmo passagens bíblicas alertavam sobre esses mistificadores, e tanto Moisés quanto Jesus de Nazaré advertiram sobre processos de mistificação semelhantes que ocorreram em seus tempos, mas que hoje se reciclam cobertos pelo verniz da "bondade", do "amor" e da "caridade".

Quando estava no Monte Sinai escrevendo os Dez Mandamentos, por intuição espiritual, Moisés estava ocupado demais para perceber a impaciência do povo hebreu, que resolveu fazer orgias e idolatrar uma estátua que era um bezerro de ouro.

Jesus, por sua vez, em seu tempo, reprovava a arrogância e extravagância de sacerdotes tanto fariseus quanto saduceus, que se vangloriavam de sua fé e se sentavam nos bancos da frente nos seus templos para prestarem adoração a seus ídolos religiosos. Eram tidos como pretensos sábios, segundo o senso crítico de Jesus.

E o que queriam Moisés e Jesus diante de tais questionamentos? Moisés, reagindo indignado à festa de adoração ao bezerro de ouro, Jesus reprovando a pseudo-sabedoria dos sacerdotes. O que querem dizer tais posturas?

No caso do "espiritismo" brasileiro, a adoração a Chico Xavier, que atinge níveis mórbidos e estabelece um deslumbramento extasiante da parte de seus seguidores, tomados de uma perspectiva orgiástica das ideias de "amor" e "bondade". Morto, Chico Xavier virou o "bezerro de ouro" dos deslumbrados da fé religiosa, objeto da mais extrema e cega adoração.

E quanto aos pseudo-sábios? Divaldo Franco, com seu discurso empolado, sua extravagância, suas poses de professor à moda antiga das escolas dos anos 1940, personifica muito bem o que Jesus reprovou em seu tempo.

Divaldo, um sujeito envaidecido, artífice da aparência e do discurso, como os sacerdotes do tempo de Jesus, um falso sábio com manias de pretenso filósofo, a arriscar-se a supor datas certas para acontecimentos que, em verdade, não se sabe como e de que forma ocorrerão.

Jesus falava dos falsos profetas e dos falsos cristos. Dos falsos profetas, que se julgavam possuidores da verdade e dos segredos do universo, que alegavam que sabiam de tudo e faziam pretensos alertas para assustar as pessoas em sua volta, usando a "psicologia do medo" para dominar a sociedade.

Dos falsos cristos, Jesus se remetia aos pretensos humildes e bondosos, que posavam de messiânicos, e que, quando contestados e rejeitados, ainda se faziam de vítimas com poses de pessoas tristes e cabisbaixas, numa forma avessa de domínio, através da postura hipócrita do coitadismo.

Há os volumes Divaldo Responde e similares que mostram esse caráter de pseudo-sábio do anti-médium baiano, que alega, como um falso mestre, saber de todas as coisas, arrogando-se a ter uma resposta pronta para tudo, e uma capacidade de argumentação que se demonstra traiçoeira, leviana e dotada de grande astúcia.

Há o caso de Chico Xavier que, diante de tantas críticas pesadas às suas fraudes "mediúnicas" e seus pastiches literários fáceis de serem comprovados, se fazia de falso cristo, posando de vítima, se passando por "profundamente entristecido" como forma de impressionar as pessoas e causar comoção com esse coitadismo tão leviano e irresponsável.

É justamente isso que Jesus reprovava, quando descrevia falsos sábios, falsos profetas e falsos cristos. E a idolatria cega e deslumbrada a Chico Xavier, diante da abordagem mórbida e leviana das ideias de "amor" e "bondade", remetem ao que Moisés reprovou dos processos levianos de idolatria e mistificação.

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