O que os Jesuítas desencarnados querem com o Movimento Espírita?

(Autor: Profeta Gandalf)

O Espiritismo brasileiro é, desde o início, bastante distanciado da proposta original das obras codificadas por Kardec. Excessivamente emotivo e místico, sem qualquer intenção de ciência ou pesquisa, o que os brasileiros conhecem como Espiritismo, anda sendo contaminado com um monte de rituais e crenças emprestados do Catolicismo, inclusive personagens exclusivamente católicas como padres e a Maria, mãe de Jesus.

Para piorar, nota-se o que se pode conhecer como a "Falange dos Jesuítas", um bando (sim, bando!), que lidera o movimento de uma doutrina que nada tem a ver com eles (ou pelo menos não deveria ter), impondo todos os enxertos que vemos no Espiritismo tupiniquim.

São espíritos de antigos jesuítas - os padres da Companhia de Jesus - que do mesmo modo usado para converter indígenas para o catolicismo, aprendendo seus costumes e crenças para depois dilacerá-las, acredita-se que queiram fazer o mesmo com os espíritas, aniquilando a doutrina para que ela se transforma numa espécie de versão avançada do catolicismo: uma espécie de Catolicismo Reencarnacionista. 

Uma observação. A figura mais famosa da Companhia de Jesus é o padre português Manoel "Emmanuel" da Nóbrega. Não é de surpreender que um jesuíta defenda as teses que ele defendeu nos livros psicografados pelo eterno católico Chico Xavier. Para quem se revoltar, o filme mostra bem o caráter catolicista do médium.

Os jesuítas não mediam esforços para converter os indígenas e, apesar de terem se aprofundado sobre a cultura indígena, as intenções na verdade é transformar os indígenas em "brancos" com a imposição dos costumes católicos que o reino de Portugal gostaria de ver no Brasil.

Há suspeitas que os jesuítas desencarnados - que na verdade são os mesmíssimos espíritos dos padres que queriam converter os indígenas - tenham as mesmas intenções em relação ao Espiritismo, com a intenção de monopolizar o Catolicismo em nosso país, impedindo o avanço da doutrina dos espíritos.

Infelizmente, o plano deles está dando certo. Lembrando da lei de atração, os jesuítas encontraram num povo tradicionalmente católico um terreno fértil para a sua influência e manipulação. Muitos espíritas crédulos, pensando que tudo isso faz parte da doutrina de Kardec (sem ler os livros da codificação - ou lendo, mas interpretando mal), aceitam numa boa a presença de padres, frades, irmãos, freiras na doutrina, sem lembrar que estas figuras são tipicamente católicas, nada a ver com a doutrina. 

É bom lembrar que espíritos evoluem, mas não de uma hora para a outra. Religiões são normalmente marca registrada da personalidade da maioria dos seus seguidores e abandonar uma crença é tarefa quase impossível, bastando para isso uma grande decepção com a tal crença, o que quase nunca acontece. 

O que significa que os espíritos de católicos continuam senso católicos e sua presença e influência no Espiritismo além de inútil e alienígena, é bastante nocivo.

Será que a ficha ainda não caiu e que esses enxertos enrustidos do catolicismo nada trazem de benefício à doutrina? Que na verdade estão impedindo o adiantamento espiritual dos seus seguidores, priorizando a evolução do sentimento em detrimento da razão, coisa que as outras religiões já fazem? E o caráter científico como é que fica?

Do jeito que está, arraigado com estes enxertos e aceitando personalidades católicas, acho melhor o dito Espiritismo brasileiro (não o de Kardec, mas o de Chico Xavier), assumir de vez que não é Espiritismo e assumir o rótulo e a condição de novo Catolicismo, com a única diferença de que aceita a reencarnação.

Porque com certeza, o que vemos no Brasil não é Espiritismo. Pelo menos não como Kardec imaginou.

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