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Divaldo Franco se contradiz com frase sobre enganação

(Autor: Professor Caviar)

Vamos mostrar agora uma frase de Divaldo Franco, atribuída ao espírito Joana de Ângelis mas, com certeza, da própria mente do "médium" - ele não consegue esconder a uniformidade de estilo em suas mensagens "psicográficas" - , que deveria ser um recado para ele mesmo. Vejamos:

"Nunca enganes a ninguém. A vida é grande cobradora e exímia retribuidora. O que faças aos outros sempre retornará a ti".

Deturpador previamente alertado pelo eminente Herculano Pires, espírita autêntico , Divaldo tornou-se o "pavão dourado" do "movimento espírita", se ostentando pelo mundo, divulgando muito mal a Doutrina Espírita, e, portanto, contradizendo-se a si mesmo, tornando-se, ao lado de Francisco Cândido Xavier, o maior enganador da humanidade usando o nome do Espiritismo.

Defensor de ideias igrejeiras inspiradas em Jean-Baptiste Roustaing, Divaldo no entanto vende ao público a falsa imagem de "kardecista genuíno", agindo como se fosse "dono de Kardec". Deu suas voltas ao mundo não como um Phileas Fogg espírita, mas antes como um Barão de Munchausen do misticismo roustanguista, um misto de vendilhão do templo com sacerdote fariseu a combinar o malabarismo das palavras com a exploração leviana das lições de Jesus.

Mistificador da pior espécie, malabarista das palavras diabeticamente açucaradas, Divaldo Franco nunca psicografou coisa alguma, porque seus textos "mediúnicos", embora atribuídos a terceiros, sempre expressam, com rigorosa similaridade, o estilo pessoal de falar e escrever do suposto médium. Uma enganação irresponsável, leviana, torpe e deplorável.

Isso não é calúnia, gente! É só ver os textos que levam o nome de "Joana de Ângelis" ou de gente como Manuel Philomeno de Miranda e comparar com os depoimentos que Divaldo deu e ainda dá em suas entrevistas. O estilo é um só, de Divaldo! Na forma de dizer as palavras, as frases, os pontos de vista. Tudo igual, tudo a mesma coisa, sem tirar nem pôr!!

Daí que os efeitos se voltam. O Divaldo Franco reacionário surgiu num "congresso espírita" em Goiânia e que derrubou de vez com aquela enganosa ilusão que confortou muita gente. Só mesmo sendo reacionário para defender Divaldo, que andou aprontando ultimamente.

Divaldo acusou os refugiados do Oriente Médio de terem sido "tiranos sanguinários" em outras vidas, expressando um perverso juízo de valor ao arrepio da Ciência Espírita. Divaldo, tido como "humanista", apoiou um estranho composto alimentar, a "farinata" ou "ração humana", condenado por nutricionistas que viam nele uma "ofensa à dignidade humana". O "humanista" também homenageou, no Você e a Paz, o prefeito de São Paulo, João Dória Jr., capaz de ações desumanas como reprimir uma cracolândia com truculência policial (quando se deveria promover diálogo com os usuários de crack) e acordar moradores de rua com jatos d'água. Divaldo Franco, humanista?

Mas a gota d'água foi quando Divaldo Franco declarou apoio à Operação Lava Jato e, em especial, ao juiz Sérgio Moro, capaz de ações desumanas como derrubar empresas públicas e promover desemprego em massa, e repudiar a ideologia de gênero, ignorando que relações homoafetivas tendem a ser mais humanistas do que a homofobia raivosa do "médium". Para quem duvida, é só ler a entrevista do "médium" - que recebe mais um pomposo prêmio na Universidade Federal do Piauí - reproduzida a seguir.

DEPOIMENTO DE DIVALDO PEREIRA FRANCO SOBRE IDEOLOGIA DE GÊNERO E SÉRGIO MORO

Congresso Espírita (sic) de Goiás, 13 de fevereiro de 2018, em Goiânia

Fernando, 18 - O que dizer sobre a ideologia de gênero?

DIVALDO - Eu diria em frase muito breve, que é um momento de alucinação psicológica da sociedade. (Aplausos) Em uma entrevista que recomendamos, Iraci Campos, do Centro Espírita (sic) Joana de Ângelis, na Barra da Tijuca, entrevistou um nosso aluno a esse respeito, e as respostas como as perguntas, muito bem elaboradas, propiciaram a Haroldo (Dutra Dias) a abordar a questão no ponto de vista legal, moral, espírita e social. Vale a pena, portanto, procurar na Internet, esse encontro de Iraci Campos com Haroldo Dutra. Haroldo disse em síntese, eu peço licença a ele, que se trata de um momento muito grave da cultura social da Terra, e que é naturalmente algo que deveremos examinar em profundidade, mesmo porque nós vamos olhar a criança, graças à sua anatomia, como sendo o tipo ideal. E a criança, nesse período, não tem discernimento sobre o sexo. A tese é profundamente comunista. E ela foi lançada por Marx sob outras condições, que a melhor maneira de submeter um povo não é escravizá-lo economicamente, era escravizá-lo moralmente. Como nós vemos, através de vários recursos que vêm sido aplicado no Brasil nos últimos nove anos, dez, em que o poder central tem feito todo o esforço para tornar-se o padrão de uma sociedade em plena miséria, econômica e moral, porque os exemplos de algumas dessas personalidades são tão aviltante e tão agressivo (sic) que se constítuíram legais, e, porém, nunca morais. Todas essas manifestações que estamos vendo graças à República de Curitiba, cujo presidente é o dr. Moro (aplausos), e deve ser o desnudar da hipocrisia e da criminalidade. Aliás, o Evangelho recomenda que não deveremos provocar escândalo, e o nosso venerando juiz não provocou escândalo, atendeu a uma denúncia muito singela e no entanto levantou o véu que ocultava crimes hediondos, profundos, desvio de dinheiro que poderia acabar no Brasil com a tuberculose, com as enfermidades que vêm atacando recentemente, poderia educar toda a população e dar-lhe o que nossa Constituição exige, trabalho, repouso, dignidade, cidadania. Mas determinados comportamentos de alguns do passado muito próximo estabeleceram o marxismo disfarçado e a corrupção sob qualquer aspecto como princípio ético. A teoria de gênero é para criar, na criança, no futuro cidadão, a ausência de qualquer princípio moral. Uma criança não sabe discernir, somente tem curiosidade. No mesmo banheiro, um menino e uma menina irão olhar-se biologicamente, sorrir e perguntar o de que se tratava aquele aparelho genésico, que é desconhecido. Então nós defendemos repudiar de imediato e apelar para aqueles em quem nós votamos e somos responsáveis e gritar para eles que somos contra, totalmente contra, essa imoralidade ímpar. (aplausos) Vão me perdoar uma blasfêmia, agora, para adultos. Os espíritas somos muito omissos. No nome falso e na capa da humildade, achamos que tudo está bem, mas nem tudo está bem. É necessário que nós tenhamos vós. O apóstolo Paulo jamais silenciou ante o crime e a imoralidade, e Jesus, muito menos. Ele deu a César o que era de César, mas não deixou de dar a Deus o que é de Deus. Muitas aberrações nós silenciamos. Afinal, disfarçadamente, vivemos numa república democrática, e os nossos representantes lá chegaram pelo nosso voto. Já está na hora de acabar de votar por uma alpercata japonesa, já está na hora de deixar de votar por causa do emprego que vai dar ao nosso filho, pensarmos na comunidade, numa comunidade justa não faltará emprego para todos, uma sociedade justa, de homens de bem, de mulheres dignas, naturalmente estabelecerá as leis de justiça e de equidade, então nós evitaremos essas aberrações, o aborto provocado, esse crime hediondo, que está sendo tentado tornar-se legal, por mais que seja legal, nunca será moral. Nós somos contra quem aborta por essa ou aquela razão, falamos, em tese, matar é crime, seja qual for a aparente justificativa. E agora, com a tese de gênero, estamos indiferentes e, de momento para outro pela madrugada, os nossos dignos representantes adotam. Falávamos ontem a respeito de cartilhas do Ministério da Educação, depravadas, para corromper as crianças, e que as escolas estão demovendo ao Ministério. Que Ministério da Educação é esse, que estabelece fatos (aplausos) de uma indignidade muito grande. Os pais devem vigiar os livros dos seus filhos, e naturalmente recusarem. Nós temos o direito de recusar. Nós temos o dever de recusar. Vítor Hugo hoje, já nos falava há mais de 150 anos, "o grande pecado é a omissão". E Kardec nos falou que não era nobre apenas o fazer o mal, porque não fazer o bem é um crime muito grande. Então precisamos ser mais audaciosos, espíritas, definidos, termos opinião. A Doutrina nos ensina e, para os jovens, eu direi que há uma ética: liberdade. O sexo é livre. Livre-se (?). Mas ele não tem a liberdade de indignificar a sociedade. Poderemos, sim, exercer o sexo, é uma função do corpo e também da alma, mas com respeito e com a presença do amor. Portanto, à teoria de gênero, 'jamais'".

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