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Chico Xavier e Divaldo Franco "patentearam" as palavras "amor" e "paz"?

(Autor: Professor Caviar)

É deplorável, praticamente, tudo que é praticado pelo "espiritismo" brasileiro. Uma deturpação irresponsável, um rol de equívocos, fraudes, dissimulações, mentiras, meias-verdades, mistificações, arrivismos, pretensas caridades, juízos de valor etc etc etc que permanecem impunes e imunes à menor investigação. Nem o jornalismo investigativo de hoje se encoraja a investigar seus podres, com o medo que tem de "atacar o trabalho do bem".

As críticas que se faz, na Internet, contra o "espiritismo" brasileiro nem de longe vêm de intolerância religiosa. A intolerância que se tem é contra a mentira e a desonestidade doutrinária, contra a ação dos traidores de Allan Kardec que fingem ser seus mais fiéis discípulos, falando mal da vaticanização dos outros, quando praticam, sem o menor pingo de escrúpulo, a sua própria e apaixonada vaticanização.

Quantas promessas são feitas, pelos próprios deturpadores da Doutrina Espírita, de recuperação das bases doutrinárias, feitas pela letra morta (seria "letra desencarnada"?) dos depoimentos em programas de TV ou similares exposições teóricas, para depois eles mesmos sucumbirem ao mais derramado igrejismo, praticando a vaticanização do Espiritismo com apetite redobrado e até multiplicado?

Quanta hipocrisia. E cadê a imprensa investigativa para alertar os podres? O superfaturamento em torno da "caridade espírita", os possíveis maus tratos a internos pobres e doentes? Quem financia as excursões dos "médiuns espíritas"? E quem aparece ao lado deles nos eventos sociais? E por que o apoio a Michel Temer, Movimento Brasil Livre, Sérgio Moro, por que a blindagem da Rede Globo a eles? 

Não há um pingo de investigação e, em vez disso, páginas de esquerda vergonhosamente - e bota vergonhosamente nisso - , temos colunistas exaltando os "médiuns" deturpadores, como se o igrejismo deles, de matriz católico-medieval, fosse "Espiritismo autêntico, como o original francês". E sabemos que isso é uma grande mentira.

"DONOS" DAS VIRTUDES HUMANAS

Muitas pessoas se comportam como verdadeiras idiotas e não sabem. Exaltam os "médiuns espíritas" por simbolizarem supostas virtudes humanas. Se rendem a eles como se fosse necessário recorrer a eles quando o assunto é "bondade", "amor" e "paz", como se os "médiuns" Divaldo Franco e Francisco Cândido Xavier fossem donos desses conceitos.

Isso é deplorável!! Afinal, as virtudes humanas não têm donos, e não adianta usar como desculpa o fato de que as virtudes humanas "são para todos", se elas têm que passar pela pseudo-sabedoria desses mistificadores e manipuladores da fé humana.

É constrangedor ver que Chico Xavier e Divaldo Franco praticamente "patentearam" as palavras "amor" e "paz" como se tivessem ido a um cartório para cada um registrar a posse de cada palavra, "amor" para Chico Xavier e "paz" para Divaldo Franco.

Isso é horrível e revela o quanto a sociedade brasileira está apegada, da forma mais doentia, mórbida e terrivelmente obsessiva, aos "médiuns espíritas" que deturparam o Espiritismo, a ponto de rebaixar o legado kardeciano a uma reciclagem do Catolicismo medieval que vigorou, através dos jesuítas, no período colonial do nosso Brasil.

É vergonhoso ver que até as esquerdas mais complacentes acreditam na lorota de que o projeto do "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" será o de uma nação progressista comandando o mundo com fraternidade e paz. Grande lorota. Esse projeto não é mais do que uma reciclagem do antigo Catolicismo medieval do Império Romano, um outro império sanguinário e totalitário a dominar o planeta.

Quando surgiu, o próprio Catolicismo da Idade Média, surgido no Império Romano dos últimos tempos e depois comandado pelo Império Bizantino (o antigo Império Romano do Oriente), veio com a mesma promessa de "amor e fraternidade", mas, em nome da "união cristã", hereges que contrariavam os interesses "fraternos e cristãos" eram condenados à morte, carnificinas eram usadas para manter a supremacia religiosa. Quantos Torquemadas não podem se esconder por trás do mito do "coração do mundo" e da "pátria do Evangelho"?

Os "espíritas" já provaram que podem investir nessa perversidade. A tese dos "reajustes espirituais", dos "resgates morais" e, sobretudo, dos "resgates coletivos", revela o lado punitivista e sombrio do "espiritismo" brasileiro, algo que não aparece nos apelos emotivos das paisagens floridas, dos céus azulados com sol e nuvens brancas e das crianças sorridentes.

É triste ver que, num mundo complexo como o nosso, oportunistas religiosos queiram se apropriar das palavras "amor" e "paz" como se fossem donos delas, como se detivessem o copyright, alegando que "o uso é livre, desde que com o crédito da fonte". Isso é pura promoção pessoal e comprova os estragos feitos pelos "médiuns" deturpadores do Espiritismo que hoje se tornam irrecuperáveis e mancharam de vergonha o legado de Allan Kardec.

Não foi por falta de aviso. Os "médiuns espíritas" brasileiros, anunciados como os inimigos internos da Doutrina Espírita, previamente na literatura kardeciana original, eram avisados por Kardec até mesmo no seu plano de dominar as pessoas através dos apelos emotivos mais atraentes, como forma de atrair seguidores desses "médiuns", que usariam artifícios mais belos para subordinar multidões e mantê-las escravas de seus planos malignos de mistificação e ideologia ultraconservadora.

Devemos dar um basta nisso. Muitos deveriam deixar de ser tolos e repudiar os "médiuns espíritas", que de forma explícita cometem desvios doutrinários dos mais graves e dos mais preocupantes, embora habilmente dissimulados pelo verniz da caridade e da humildade. O endeusamento a esses traidores de Kardec só favorece a promoção pessoal deles, alvos de uma idolatria tão mórbida e tão doentia que, em outros tempos, adorações similares eram reprovadas severamente por Moisés, Jesus e Kardec.

Devemos, portanto, promover o desapego aos "médiuns espíritas", que não passam de mistificadores da pior espécie, de arrivistas da fé humana, que usam a "caridade" apenas como um trampolim para suas promoções pessoais, às custas do culto à personalidade e da exploração das paixões religiosas das pessoas de coração mole. Rejeitar "médiuns espíritas" não é ato de intolerância religiosa. É, sim, um ato de respeito a Allan Kardec, ultrajado pelo arrivismo de seus traidores brasileiros.

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