As lideranças "espíritas" e as autoridades

(Autor: Kardec McGuiver)

As lideranças "espíritas" brasileiras são estigmatizadas como os "maiores filantropos do mundo", praticamente sem fazer nada de significante em prol do progresso da sociedade como um todo. No máximo, criar uma instituição para cuidar de carentes como qualquer ONG simplória já faz, mas sem estimular uma transformação social que justifique a consagração dessas lideranças.

Na verdade o que o "Espiritismo" brasileiro já faz é o que qualquer mortal pode fazer. As lideranças do "Espiritismo" brasileiro desperdiçam o prestígio, o poder de influência e o suposto conhecimento das necessidades humanas, deixando de fazer atividades que realmente trariam um real progresso social e a melhoria da qualidade de vida da coletividade.

As lideranças "espíritas" na verdade, usam a fama de caridosos para obter promoção pessoal. Nunca percebemos o resultado dessa caridade (caridade não se mostra? estranho...) já que os problemas que afligem os mais carentes não só continuam como nunca parar de crescer. O "espíritas", acostumados a explicar tudo por meio de desculpas esfarrapadas, atribuem o "desconhecimento da 'doutrina' " como responsável pela manutenção dos problemas que conhecemos. Papo furado!

Essas lideranças, que nunca entenderam Kardec e não sabem o que significa a verdadeira caridade, se limitando a defini-la da mesma form que fazem os católicos (o "Espiritismo" brasileiro nunca passou de um Catolicismo sem batina e sem ouro que acredita em reencarnação), se limitando a medidas paliativas que consolam mas nada resolvem.

E por estas medidas paliativas, as lideranças "espíritas" são imediatamente canonizadas como "maiores exemplos de bondade". E por isso mesmo não param de receber prêmios e títulos de autoridades. Lideranças premiadas por autoridades por causa de medidas paliativas. Hummm... Chegamos finalmente ao objetivo desta postagem.

LIDERANÇAS "ESPÍRITAS" E AS AUTORIDADES

Desperdício: uma boa palavra para definir a relação das lideranças "espíritas" com as autoridades (políticos, juristas e grandes/médios empresários). Tendo prestígio e influência o suficiente para convencer qualquer autoridade e a população como um todo, as lideranças "espíritas" nunca se empenharam em um ativismo sólido que pudesse garantir ou no mínimo impulsionar melhorias reais nas localidades onde vivem.

 Ao receber os prêmios de autoridades, se recusam a cobrar destas iniciativas melhores para mudar as leis e condições com a finalidade de construir melhorias reais para os que vivem nas tais localidades. 

Sequer usam a popularidade e o poder de influência para estimular uma iniciativa popular, medida altamente burocrática e que exige a participação mínima de 5 estados e de uma quantidade de pessoas para virar lei. Como exige adesão de um grande número de pessoas, as lideranças "espíritas" teriam poder de influência o suficiente para convencer brasileiros (normalmente desinteressados em participar de atividades por melhorias de vida) a participar de alguma dessas iniciativas.

Os "espíritas", como todo religioso preferem consagrar a caridade paliativa que é mais comovente do que lutar por melhorias reais que eliminem problemas. As autoridades, que utilizam maliciosamente a religiosidade como forma de estimular a submissão de cidadãos a elas, ficam satisfeitas com o fato do ativismo se limitar a essa caridade superficial que não resolve problemas, não transforma a sociedade e serve apenas como prêmio de consolação ara quem suportar problemas que crescem feito câncer.

Ambos, autoridades e "espíritas" preferem fazer vista grossa para esses problemas e usar o encontro entre eles como forma de bajulação recíproca que reforça a promoção irresponsável de suas falsas reputações.

Considerados responsáveis pela tutela de multidões, autoridades e lideranças religiosas tem demonstrado durante muitas décadas alto nível de negligência pelo bem estar social. Confiar nelas é um grave erro que na verdade serve para perpetuar tudo de errado que há em nossa sociedade. Esqueçamos as e vamos nós mesmos, cidadãos, para a luta difícil pela eliminação definitiva dos problemas que assolam a sociedade. Sem contar com lideranças oportunistas, muito mais interessadas em se promover às custas da caridade.

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