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Por que o aspecto sombrio do entorno do Instituto Dr. March, em Niterói?

(Autor: Professor Caviar)

O aspecto lembra uma casa mal-assombrada. Árvores tomadas de parasitas mortais, dando sombra ao prédio verde. No seu entorno, casas em ruínas, um monte de lixo, um grande terreno ermo de matagal, propício para crimes de estupro, assalto e assassinato. Uma grande área perigosa em direção ao interior do bairro, distante da avenida geral.

Essa é a área do Instituto Dr. March, a "casa espírita" que existe há décadas no bairro do Fonseca, Niterói, numa sub-região que inclui bairros como Cubango, Morro do Céu e Viçoso Jardim. A área ao redor, dotada de mato, lixo e entulhos, inclui uma casa de construções modernas que está em ruínas. Chegou-se a cercar esta casa para obras, em 2015, mas desistiram e a área foi abandonada, causando mais ruínas e com o lixo se amontoando no lugar.

Mais adiante, ao lado da "casa espírita", há um matagal que se torna um terreno perigoso não só durante a noite, mas durante o dia. Não se recomenda percorrer a Rua Desembargador Lima Castro, onde fica o Instituto Dr. March, de sua área até o Cubango, entre a Estrada de Viçoso Jardim e a Rua Noronha Torrezão, pois a área é pouco frequentada por pedestres, havendo constante presença de marginais.

Os "espíritas" costumam argumentar, sobre suas instalações estarem localizadas em áreas perigosas ou decadentes - o "centro espírita" Paulo e Estêvão, em Salvador, na Bahia, por exemplo, está localizado aos pés dos três bairros altamente perigosos da capital baiana, Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Vale das Pedrinhas - , usando a metáfora de que "os hospitais se instalam onde há mais doença".

Isso seria convincente, se não fosse por um aspecto: as "casas espíritas" não conseguem melhorar os ambientes onde estão localizados. Pior: os locais acabam atraindo cada vez mais as piores energias vibratórias, fazendo tais lugares ficarem ainda mais perigosos, mesmo durante o dia, e propiciando a ocorrência de homicídios até à luz do dia, no seu entorno.

Quanto à superação de problemas graves, os "espíritas" costumam cair em contradição: num dia dizem que estão "resolvendo" ou "realizando" algo, mas no dia seguinte alegam que "não foi possível" porque os "irmãozinhos pouco esclarecidos" (eufemismo para "espíritos inferiores", os "demônios" citados nos cultos das seitas pentecostais) impediram que isso acontecesse.

Isso desmonta a tese de triunfo dos "espíritas" e mostra o quanto eles possuem energias fracas. Desde que o "espiritismo" se fundamentou em Jean-Baptiste Roustaing para compor suas bases doutrinárias, os "espíritas" se afundaram em más decisões e piores escolhas, mas sempre se dissimulam com argumentos dos mais mirabolantes.

É isso que faz do "espiritismo" uma doutrina confusa, contraditória, retrógrada, dissimulada e hipócrita. E isso atrai as energias inferiores que seus membros e seguidores não querem admitir. Diante de más escolhas, más decisões e a desonestidade doutrinária - deturpam o legado de Allan Kardec mas se julgam "rigorosamente fiéis" a ele - , só poderia haver energias inferiores que corrompem a doutrina, com uma sucessão de falsidades e dissimulações.

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