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Mais uma crueldade de Chico Xavier sobre as vítimas da tragédia circense em Niterói

(Autor: Gilson Andrade, via e-mail)

É uma grande vergonha esse tal de espiritismo brasileiro que vive da mistificação e da fraude, com obras que se vendem como mediúnicas e que não passam de pura ficção autoral dos supostos médiuns!

E eles usam os espíritos do além para impor seus juízos de valor, julgar as pessoas levianamente e botar tudo na conta de um morto de sua escolha, cometendo crueldades mil. E ainda cometem a hipocrisia de pedir para que ninguém julgasse.

Veja o sr. Francisco Cândido Xavier, que seus fanáticos seguidores dizem que é o "homem mais puro que passou pela face da Terra". Esse senhor Chico Xavier foi lançar, em 1966, um livro chamado Cartas e Crônicas que foi logo atribuir a autoria para um tal de Irmão X, um pseudônimo de um falso Humberto de Campos que nunca escreveria tais aberrações literárias. Desonestidade atrás de desonestidade, e isso vindo do "puríssimo médium", o "amor personificado".

Foi noticiado o caso de uma pediatra espírita de Rondonópolis, interior do Mato Grosso, que recusou atender uma menina de sete anos por ela ter sido estuprada por um tio, sob a desculpa de não querer lidar com "problemas espirituais". Disse que a menina era a culpada pelo estupro que sofreu, porque estava pagando por erros de "vidas passadas". 

A médica ainda disse que a menina passava uma "energia sexual" que fez o tio investir na garota. A médica foi processada, com direito a recorrer da sentença, a uma indenização de R$ 10 mil à menina e sua mãe, por danos morais. Na sua defesa, a médica alegou "liberdade de crença, consciência e religião" para ter recusado o atendimento.

Aí me lembro de outros casos em que houve o tal juízo de valor espírita. Um outro médico, de São José do Rio Preto (SP), um tal de Woyne Figner Sacchetin, lançou o livro O Voo da Esperança que atribuiu ao espírito de Alberto Santos Dumont - que não escreveria essa barbaridade - e acusou as vítimas de um trágico voo da TAM, que explodiu na decolagem, matando quase cem pessoas, de terem sido romanos sanguinários que viveram na Gália (atual França), no século II de nossa era.

A acusação rendeu um processo, movido por alguns familiares que afirmaram terem sofrido danos morais com o juízo de valor feito por Sacchetin, mas atribuído, de forma leviana e ofensiva, ao "pai da Aviação", A tragédia ocorreu em 2007, o livro foi lançado em 2009 e teve que ser tirado de circulação nas livrarias. Sacchetin também é autor de um livro que, sabemos, é uma espécie de paródia da linguagem de Juscelino Kubitschek.

Mas teve um outro exemplo, décadas antes. O "puríssimo" Chico Xavier, o "homem chamado amor", a "misericórdia personificada", também lançou um livro, Cartas e Crônicas, no qual usurpa Humberto de Campos sob o codinome Irmão X. Foi no ano de 1966. E aí o que Chico diz sobre as vítimas da tragédia do circo de Niterói, cinco anos antes? Que as vítimas teriam sido romanos sanguinários que viveram na Gália no século II.

Chico se esqueceu de sua capacidade de perdoar, e se nivelou ao Dequinha (o ensandecido que comandou o incêndio criminoso) quando acusou as vítimas humildes - logo Chico, o "sublime exemplo de humildade" - de terem sido sanguinários em "vidas passadas". Se esqueceu de qualidades como perdão e humildade, e Chico, que pedia para "ninguém julgar", fez o pior dos julgamentos, e ainda botou na responsabilidade de um outro que não estava mais vivo para reclamar.

Mas o mais grave o blog de vocês se esqueceu de dizer. Que a crueldade de Chico acusar tão cruelmente a gente humilde é que as famílias das vítimas do incêndio circense eram tão humildes que não tinham dinheiro para acionar um advogado e jogar Chico Xavier mais uma vez no banco dos réus.

Essas pessoas humildes eram também tão inocentes, e tão alegremente foram ao circo se alegrar com suas atrações, naquela semana anterior ao Natal de 1961, que talvez não tivessem noção da crueldade que foi o julgamento de valor do "iluminado" Chico Xavier.

O "médium" foi ainda mais cruel porque feriu a gente humilde que não tinha condições de se defender. Pelo menos o dr. Sacchetin foi menos sutil, ferindo moralmente pessoas de classe média ou até de classe alta, mordendo a isca da imprudência e abriu caminho para ser processado. Neste sentido, o "homem chamado amor" foi impiedoso demais.

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