Chico Xavier, o mestre do Assistencialismo

(Autor: Kardec McGuiver)

Para a opinião pública, é consagrada a ideia de que religião é sinônimo de bondade e que lideranças religiosas são sempre bondosas apenas por serem lideranças religiosas. Como se a bondade já estivesse embutida na função de liderar alguma religião.

Mas tudo não passa de mito. Em mais de 2000 anos a religiosidade não conseguiu praticar de fato a verdadeira bondade. Na verdade, a bondade é apenas um pretexto para que as religiões, sobretudo as cristãs, se mantenham de pé mandando na sociedade e preservando os interesses de lideranças políticas  econômicas que dependem da religiosidade alheia para estimular  medo e a submissão.

Até porque a bondade praticada e defendida pelas religiões, conhecida como Assistencialismo (ou caridade paliativa) nunca foi de fato eficiente. Nunca tirou um só ser da pobreza, nunca lhe trouxe dignidade e ainda preserva as desigualdades, fazendo com que os ricos nunca se sacrifiquem doando o seu excessivo supérfluo para satisfazer as necessidades dos mais carentes.

Mesmo assim, o mito de "bondade exemplar" das religiões ainda segue forte, sobretudo em épocas conservadoras. Conservadores nunca são bondosos, mas necessitam da imagem de "homens de bem" para adquirir confiança alheia e a execução de planos que dependa da decisão dos outros. Lideranças religiosas devem sempre ser "vendidas" como exemplos máximos de altruísmo, mesmo que não tenham mexido um só dedo para melhorar as condições dos desvalidos.

O ASSISTENCIALISMO DE CHICO XAVIER

No Brasil temos o exemplo de Chico Xavier, que nunca passou de um beato católico, expulso de sua igreja por causa da paranormalidade e cujo único interesse na vida é encontrar alguma igreja para que pudesse viver orando. A FEB, ciente de sua paranormalidade, o adotou e como viu que ele era uma pessoa carismática, tratou de construir uma mitologia ao redor dele, transformando em um semi-deus cheio de - supostas - qualidades e portador do senso máximo de altruísmo.

Só que a ajuda atribuída a Xavier e da Igreja Espírita que o adotou não trouxe resultados. Sendo o maior filantropo do Brasil, era lógico que graças a sua liderança, pelo menos Uberaba, cidade onde atuou, deveria ostentar uma qualidade de vida ultra-perfeita que pudesse superar a da Escandinávia, hoje a parte espiritualmente mais evoluída da Terra. Isso não ocorreu.

Não há uma comprovação prática da caridade de Xavier e daqueles que o seguem. É aquela coisa, mostra pessoas sendo assistidas mas desconhece-se o que aconteceu com elas. A ajuda é claramente paliativa, os procedimentos são precários (não por falta de recursos, mas pela insistência a uma metodologia estereotipada) e os carentes continuam em sua situação humilhante, sem melhorar de forma significativa a sua situação sócio-econômica.

A mediunidade do médium também nada serviu. Sem estudar a doutrina espírita como se deveria fazer (não esqueçamos que ele era católico, e dos mais fanáticos), praticou de forma irresponsável, recebendo comunicações de conteúdo duvidoso, sem analisar a qualidade das mensagens e identificar os espíritos comunicantes.

Para piorar, atendia muitas mães desesperadas que se sentiam "donas" de seus filhos precocemente falecidos, quando na verdade deveriam se conformar coma ausência deles e seguir a sua vida. Acabou se tornando uma obsessão de encarnado para espírito, pois Xavier, por ser católico, superestimava a maternidade, na verdade apenas uma forma de fornecer o corpo para espíritos reencarnarem no planeta.

O que se pode garantir, é que a mitologia de "homem mais bondoso do mundo" associada a Chico Xavier e falsa. Quem o apoia não costuma analisar os fatos e é imediatamente anestesiado com a imagem construída do caipira bonzinho de fala mansa. 

Só que a bondade dele nada serviu para coisa nenhuma. O resultado está aí: injustiças preservadas, conservadores odiosos e sádicos, problemas que nunca são resolvidos e um Brasil atolado no seu sub-desenvolvimento graças a um golpe instaurado por quem deseja eliminar a nossa soberania para que o país continua submisso às grandes potências e a gananciosos mega-empresários estrangeiros.

Só o cenário atual seria suficiente para classificar Chico Xavier como um fracasso. Há muito tempo deveríamos descartá-lo de nossas memórias. o Brasil nunca precisou de Chico Xavier e nunca irá precisar. Chico Xavier nunca passou de um beato inútil. E é desta forma que ele deveria ser consagrado.

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