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Por que é impossível separar Chico Xavier de Jair Bolsonaro?

(Autor: Senhor dos Anéis) Nem todas as coisas são como desejamos. Nem tudo se expressa como as aparências sugerem. Nem tudo é agradável em nossa vida e a realidade dos fatos apresenta constantes momentos de decepção. As pessoas, quando apreciam o "espiritismo" brasileiro, confundem a embalagem com o conteúdo. Acreditam que, se a embalagem é boa, o conteúdo também é, e acabam definindo um pelo outro, sem ter o mínimo discernimento nem um pingo de desconfiômetro e muito menos qualquer senso de realismo. Em vez disso, criam um terreno da fantasia e do pensamento desejoso, e, dentro de um emaranhado de dissimulações que são muito caraterísticas nesse Brasil em que as pessoas mentem até para si mesmas em nome de vantagens sociais diversas, as pessoas tomam suas "fantasias" como se fosse um pretenso realismo. Com essa postura, essas pessoas são capazes de argumentar demais para defender ideias sem pé nem cabeça que elas acreditam serem racionais. Chegam ...

Não se recupera as bases do Protestantismo com Edir Macedo. E aí, "espíritas"?

(Autor: Professor Caviar) Convenhamos. O "espiritismo" brasileiro é uma religião bagunçada que, só por se achar "livre", pode deturpar à vontade que todos creem que Allan Kardec assinaria embaixo e passaria pano em todas as violações de sua doutrina, só porque elas parecem "mais modernas" que os postulados que ele lançou entre 1857 e 1869. O "espiritismo" parece uma Casa da Mãe Joana, misturando ciência com horóscopo, psicologia com quiromancia, socialismo com louvores à ditadura militar, geologia com moralismo medieval e, principalmente, postulados espíritas com dogmas católicos medievais. E toda essa desordem deveria ser motivo de vergonha profunda, e não de orgulho e honra. No "espiritismo" brasileiro, trai-se muito mais do que Judas Iscariotes traiu Jesus Cristo. Traições cometem o tempo todo, sem uma pausa sequer, sem uma trégua, sem um pingo de escrúpulo, o mínimo que fosse. Trai-se até debaixo d'água, até duran...

Chico Xavier apoiou e foi apoiado pela ditadura por causa da "santidade"? Santa Ignorância!

(Autor: Senhor dos Anéis) Esse é o preço de se discriminar o senso crítico nas teses de pós-graduação. Enquanto na Europa, os intelectuais não têm medo de pôr em xeque mesmo os fenômenos da moda, causando polêmicas e debates intensos, no Brasil reina a assepsia "científica", com a cosmética da "imparcialidade" reinando nas monografias produzidas, bonitas na forma e na arrumação das palavras, mas estéreis no que se diz à produção do Conhecimento. Uma tese vexaminosa foi trazida pelo acadêmico Ronaldo Terra, que mais parece fake news  ou teoria conspiratória, apesar de todo o verniz de objetividade que carrega sua tese Fluxos do espiritismo kardecista no Brasil : dentro e fora do continuum mediúnico , publicada em 2011 como dissertação de Mestrado em Ciências Sociais para a Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, em Marília, interior de São Paulo. Essa tese consiste em dizer que o "médium" Francisco Cândido Xavier, um d...

Como num conto de fadas confuso, eis um texto de um seguidor de Chico Xavier

(Autor: Professor Caviar) Quando se trata do Padre Quevedo, estudioso da paranormalidade que contestou a obra de Francisco Cândido Xavier, apontando fraudes consistentes e contradições sérias na obra "mediúnica", os chiquistas cometem um duplo defeito: a intolerância religiosa e a xenofobia. No primeiro caso, não admitem que a abordagem científica tenha mais êxito e empenho no lado dos católicos e não dos "espíritas", estes que, mesmo pregando a Fé acima da Razão, se acham com mais razão do que a própria Razão. Ver que, do lado dos católicos, há gente mais fiel ao rigor da lógica kardeciana do que os "espíritas" brasileiros é impressionante e, para muitos, chocante. No segundo caso, há a implicância com o sotaque espanhol de Oscar Quevedo, espanhol naturalizado, usada para desqualificá-lo, principalmente a partir da forma como pronunciou a frase "Isso não existe", parodicamente repetida como "Isso non ecziste". É uma mane...

Conviver com Chico Xavier não é garantia de testemunho autêntico e relevante

(Autor: Professor Caviar) A fascinação obsessiva que leva muitos à adoração cega por Francisco Cândido Xavier, a ponto de investir na carteirada "isenta" - do tipo "olha que eu não sou espírita" - alardeia demais sobre a "assepsia" ideológica e moral dos seus seguidores e admiradores, de forma a muita gente ficar o tempo todo dizendo que Chico Xavier era "apartidário", "iluminado mas imperfeito" (talvez sua "luz" pifasse constantemente), "endividado" etc etc. E aí vem pessoas de expressão social mediana, sem uma repercussão que os colocasse em admirável destaque na sociedade brasileira em geral, se gabando do "convívio" com Chico Xavier para se proclamarem "íntimos da figura humana do médium", como se tivessem "autoridade" para afirmar as supostas grandezas de seu ídolo. É a mesma coisa que ocorre com Madre Teresa de Calcutá. É a tática do "convívio íntimo", o qu...

Você não tem vergonha de se fascinar tanto por um velho feioso?

(Autor: Senhor dos Anéis) Quantos argueiros são criticados pelos "espíritas" de diversos níveis, desde um reacionário Carlos Vereza até pretensos esquerdistas como Franklin Félix e Ana Cláudia Laurindo.  Mal sabem que, enquanto os evangélicos neopentecostais possuem seus argueiros e sua cegueira explícita e escancarada, pior é a cegueira "espírita", com as traves nos olhos, não só do idolatrado Francisco Cândido Xavier, o inimigo interno do Espiritismo que muitos têm medo de assumir como tal (dói muito no coração, né?), mas dos seus seguidores, mesmo os "mais isentos" e "não-espíritas". As paixões religiosas são muito mais perigosas quando vestem a capa da "razão" e da "objetividade", quando usam o pretexto da "fraternidade", da "paz" e do "amor ao próximo". A Codificação, em vários momentos, advertiu para os inimigos internos do Espiritismo, a difundir palavras bonitas, a impor mis...

Texto da Folha revela ligação de Adolfo Bezerra de Menezes com clã do mesmo nome

(Autor: Professor Caviar) Oficialmente, os "espíritas" consideram Adolfo Bezerra de Menezes, um dos fundadores da Federação "Espírita" Brasileira, alguém "isolado" dos demais brasileiros que levam o ilustre sobrenome. Existe um jurista católico chamado Geraldo Bezerra de Menezes, muito famoso, mas do qual nenhuma alma encarnada quis estabelecer ligação com o "médico espírita", no fundo tão católico quanto o outro. A dissociação é um esforço dos "espíritas" em forjar a "humildade" do "Dr. Bezerra", definido como o "Kardec brasileiro" apesar de ter introduzido Jean-Baptiste Roustaing no "movimento espírita", e que goza de uma biografia parcial que só mostra pontos positivos. A "separação" de Adolfo dos demais membros do mesmo sobrenome era um meio de forjar e fortalecer o mito de "simplicidade" que cerca um dos fundadores e ex-presidente da FEB. Bezerra de Menezes ...