O Emanuel da Codificação não é o Emmanuel de Chico Xavier

(Autor: Profeta Mentalista)

"Conhecereis a árvore pelos seus frutos", como sempre alertava Jesus. Para se perceber o valor de alguém, deve se observar suas atitudes e suas palavras. Mas nos movimento espírita brasileiro, a maioria dos fiéis não estão nem aí para isso. O prestígio dado (muitas vezes gratuitamente, sem motivo) já basta.

Para os brasileiros, os médiuns e os espíritos que os acompanham ganharam um prestígio gigantesco, mas não meritório. Sobretudo o padre português Manoel da Nóbrega, que adotou a alcunha de "Emmanuel" e que é considerado o "guia espiritual" de Chico Xavier (embora as suas atitudes demonstrassem traços de obsessão) e por isso um "espírito superior" quando na verdade nem perto disso estava.

Mas gozando de um prestígio imenso perante os seguidores brasileiros da doutrina, um motivo a mais foi embutido em sua imagem para aumentar ainda mais a sua influência perante os mais ingênuos admiradores do ainda mais ingênuo Chico Xavier.

No trecho sobre O Egoísmo, incluído na análise do Evangelho, segundo o Espiritismo, codificado por Allan Kardec, há uma mensagem atribuída a "Emmanuel" falando sobre o assunto. Por ufanismo, fanatismo religioso e fé cega, os espíritas brasileiros atribuíram ao suposto "guia" de Xavier a autoria do texto. Apesar de ter sido português em sua encarnação mais famosa, o fato de ter trabalhado no Brasil e de ter sido o "tutor" do mais idolatrado médium brasileiro podem ter dado a vaidade necessária para que os fanáticos dessem crédito ao jesuíta.

O verdadeiro Emanuel (com um "m") era sueco

Descobrimos a verdadeira identidade do "Emmanuel" da codificação. Na verdade, era um sueco, Emanuel von Swedenborg (com um "M", mesmo - a tradução brasileira pode ter dobrado, com intenções de reforçar o falso mito), um intelectual muito admirado por várias personalidades importantes, como Arthur Conan Doyle e Hellen Keller e considerado um dos percursores do Espiritismo. Clique no link em seu nome para saber mais sobre ele.

Não há como o jesuíta ter participado da codificação

Tolice achar que o Emmanuel da codificação era o jesuíta que acompanhou Chico Xavier. Pseudo-sábio típico nas descrições do próprio Kardec, Emmanuel da Nóbrega não era um espírito evoluído. Jesuíta, apoiou uma chacina de muitos indígenas, além de ter colaborado com o extermínio de toda a sua cultura, com o pretexto de conversão ao "cristianismo". Como um espírito, que não reencarnou após uma vida cheia de erros graves, pode ser considerado "superior", como se tivesse evoluído de maneira ultra-rápida, sem reencarnar ou sofrer as consequências de seus equívocos, em segundos?

Emmanuel não tinha o preparo moral e muito menos o intelectual para uma tarefa tão nobre como participar da codificação. Somente o fanatismo cego dos seguidores de Chico Xavier podem afirmar com "absoluta certeza" de que um padre que queria acabar com a cultura indígena (nem que acabasse também com os próprios indígenas), com suspeitas de querer fazer o mesmo com o Espiritismo, já que achava que o catolicismo era a filosofia dos "civilizados", escreveu uma mensagem que só deveria vir de alguém superior em moral e intelecto.

Falta aos espíritas brasileiros verificarem o teor das mensagens e a biografia de quem as difunde, para não serem enganados e não levarem gato por lebre. Mensagens elevadas não podem vir de espíritos medíocres com intenções duvidosas.

O Emmanuel de Chico definitivamente nunca foi o Emanuel da codificação. Quem achar que ambos são a mesma entidade, está sendo enganado e vive em ilusão. O Emanuel da codificação tinha que ser alguém com mais responsabilidade que o jesuíta que obrigou Chico Xavier a publicar livros cheios de erros e bobagens.

A árvore se reconhece pelos seus frutos. E os frutos amargos de Emmanuel da Nóbrega não deveriam vir de uma das doces árvores que contribuíram para a codificação.

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