Chico Xavier, apenas um carteiro, recebendo cartas

(Autor: Profeta Mentalista)

O movimento espírita brasileiro, graças ao trabalho publicitário da FEB, tomou Chico Xavier como seu guru máximo e "tutor" da doutrina. Kardec é venerado, mas normalmente esquecido em suas lições. Para os brasileiros que dizem seguir a doutrina, lições mesmo são as de Chico.

Lições, que lições? Xavier era apenas um médium. Como ele mesmo dizia em momento realmente sábio: "Eu sou apenas um carteiro. Recebo cartas e as distribuo". Ele recebe cartas e as distribui: o que tem de tão brilhante nisso? Porque um simples carteiro se transforma em um poderoso guru, com influência assustadoramente ampla, só porque "recebe e distribui cartas"?

E vale dizer que não eram só cartas boas. Muita bobagem foi escrita usando os seus préstimos, vindos de espíritos, que se não eram malvados, não eram dignos de lançar ideias, numa prova de que os espíritos que se comunicavam através dos médiuns eram em sua maioria de evolução mediana.

Brasil, coração do mundo: a grande mancha negra de Chico Xavier
Entre muitas bobagens que recebeu, está um verdadeiro acinte à doutrina, um verdadeiro oposto ao trabalho de codificação feito pelo Mestre lionês que tanto pesquisou e questionou para resultar na doutrina que conhecemos. Este acinte foi conhecido como Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, atribuído ao espírito de Humberto de Campos.

A autoria deste livro é bem controversa e levou a um processo lançado pela família do escritor, que não aceitou a veracidade da autoria do livro. Desconheço o desfecho do caso.

Bom, duas coisas podem se deduzir do livro, seja qual for a autoria. Ou o livro não foi psicografado, sendo uma fraude, ou o autor espiritual, seja Campos ou não (prefiro acreditar que não) era um baita de uma besta quadrada, um completo ignorante, de evolução espiritual ainda mais baixa que a minha. Porque estou dizendo isso?

Porque o conteúdo do livro tem um verdadeiro festival de erros grosseiros dos fatos históricos, curiosamente com dados baseados nos livros de História da época, bastante ufanistas e forçando a barra com falso heroísmo e nacionalismo tolo. Como é que um espírito supostamente evoluído ditaria um livro cheio de erros históricos, baseando-se nos livros materiais de então? 

Se o autor fosse um espírito evoluído, o livro seria muito iconoclasta, derrubando violentamente os mitos históricos da época, através de revelações bombásticas sobre quem foi quem na triste História de nosso país. 

Como era um livro bobo e cheio de erros e puxasaquismo a pseudo-heróis, esse livro merece a lata de lixo e macha definitivamente a reputação do "guru" Chico Xavier, que deveria ter recusado, senão a receber a psicografia, mas a publicá-la.

Quem quiser saber mais sobre as asneiras do livro, clique neste link.

Herculano Pires, o verdadeiro guru do Espiritismo brasileiro

Xavier tem o seu mérito em difusor da doutrina e altruísta devotado. Trouxe conforto e benefício a muita gente. Mas isso é um aspecto que nada tem a ver com intelectualidade e não pode ser usado para transformar as ideias que difunde em leis.

O verdadeiro mestre brasileiro da doutrina deveria ser mesmo é Herculano Pires, fiel seguidor de Kardec, tradutor legítimo e seguro da codificação e combatente incansável ao misticismo bocó que infecta a doutrina feito vírus. Pires sempre defendeu o lado racional da doutrina e entrou em muitos choques  com a FEB, entidade que deveria zelar pela doutrina e faz o contrário, deturpando-a e transformando um pobre e ingênuo médium em condutor de almas sem ter noção da séria responsabilidade que significa isto, levando todo o seu "rebanho" ao lodo da fantasia e da pieguice, contribuindo para o adiamento da evolução espiritual de nossa população.

Como eu falei, Xavier teve os seus méritos, todos longe de ser um importante pensador da doutrina que hoje se encontra tão mal compreendida  atualmente. A ponto do Espiritismo continuar mantendo seu título de "O Grande Desconhecido".

Analisemos as cartas que recebemos, o conteúdo e a procedência. Cartas são apenas o meio de comunicação, no ponto de vista de quem quer falar. E nem todas, talvez pouquíssimas, merecem ser tratadas como orientação ao desenvolvimento de pessoas e da humanidade.

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